Eu com a camisa do Sport, na Copa FFP-Uerj 2015 (o time é composto por ex-alunos e se chama Rota, em referência a um movimento de ocupação espacial. Fomos campeões nessa edição)
Esquentei
o almoço. O dia ainda não tinha saído plenamente, como agora. O sol toma conta
da varanda, e aqui da janela do quarto, sinto muitas energias boas entrando. Eu
acordei faz um pouco, com a sensação de estar cumprindo com todas as minhas
aspirações. É um bom sentimento. Recordando as obrigações que tenho para cada
semana, fiz até um pouco mais. Planejar e assumir responsabilidades são
importantes para minhas atividades profissionais. Mas, como é um campo que além
da cientificidade exige também um pouco de compreensão subjetiva da existência,
nunca vou considerar como “acabado”. É um processo de construção, que, tomando
como base meu capital cultural, se pretende em coletivo, redimensionar as
questões. Nunca saberei em que aspecto o outro, ou os outros, os alunos,
futuros cientistas, irão pensar. Prever o pensar não faz parte da ciência. Mas,
quando planejo e apresento uma visão, imagino alguns pontos específicos para
cada elemento discutido. No entanto, ratifico, não há como definir os caminhos
subjetivos das interpretações. E por isso, a cada semana, além das atividades
que me são passadas como discente no doutorado, preciso também pensar
estratégias para trabalhar os conceitos de cada curso que preparei para os
graduandos. E eu estava sentindo falta disso. Movimento. Transições.
Incertezas. Paradigmas. Propostas. A sala de aula em todas as suas infinitas
possibilidades, me permite repensar. E como não repensar se considero que
estamos em movimento? Movimentar... mas que tipo de movimento? Meu movimento tem sido um esforço de
entender-me, dentro desse processo histórico que independe de mim, e que vem de
um longo processo que independe de todos nós. Mas, este mesmo processo que nos
mostra o quão tudo é maior, nos trouxe possibilidades de juntos, sermos
melhores. Tem momentos que vamos discordar. Tem pontos que realmente, não
haverá um entendimento único. Dentro da minha dinâmica de vida, em determinados
momentos, fui simplesmente “eu” o tempo inteiro, compreendendo que “todos me
entenderiam, simplesmente porque eu me entendia”. Um erro? Ainda não sei. Mas foi
sendo “eu” que consegui entender um pouco melhor o outro. Ainda que em muitos
momentos eu de fato não aceite, quando me distanciado da situação, percebo a
complexidade do acontecimento. E me ponho no lugar de entendimento da coisa,
mesmo que ainda pense que agiria diferente. O controle de cada instante, não é
calculável. Mas sorrir, de cada situação, e pensar que você pode entender
melhor, me faz bem. Acho que é isso que quero escrever agora. Será possível
mudar o que pensamos sobre o que já aconteceu? Para mim, é um desafio diário, e,
muitas coisas acredito que foram mais importantes do que eu percebi no instante
que se dava, e outras, não vão fazer diferença de agora para frente. O tempo...
*em breve postarei meu novo projeto de Doutorado. Vai ter uma pegada de cinema, gênero, mulheres negras. Ainda estou montando tudo...
bjocas
Lucas Leal