sábado, 29 de agosto de 2015

El Viaje del Payaso_ "outro" filme inacabável (AO VIVO E ONLINE)!!!! (EXPERIMENTO 2)

El Viaje del Payaso_ "outro" filme inacabável (AO VIVO E ONLINE)!!!!

CLA - Centro de Letras e Artes da UNIRIO
Av. Pasteur, 436 Fundos, Urca

31/12/2014 (BRT)


            Seguindo o fluxo de trabalho com cinema pela internet, ao vivo e online, criei o segundo experimento, com imagens de uma viagem que fiz 2013/2014 para Bolívia;Peru;Ecuador; Colômbia e Venezuela. Foram 1111 pequenos vídeos. Com imagens de pessoas que conheci da estrada. São fragmentos de uma longa jornada... que já fiz focado na ideia de cinema de rua e também de conhecer-me melhor. Em uma viagem, em outro país, trabalhando na rua, como artista... aprendi muito sobre mim e sobre minha capacidade de fazer novos amigos... de me reinventar.  Igual o primeiro experimento, este foi criado como evento, e fiquei adiando por quase um ano... ainda é possível encontrar divulgação sobre ele na internet, mas quando transformei o facebook em página, o evento sumiu. Ainda bem que agora faço eventos pelas minhas páginas... Abaixo um pouco sobre... os vídeos... agora exibo ao vivo... como filme/teatro...



PROJETO ½ DIA FORA DO TEMPO: GRAVAÇÃO/EXIBIÇÃO DE FILME INACABÁVEL (AO VIVO E ON-LINE)
DISEÑO ½ día fuera del tiempo: Grabación / Visualización del película sin fin (EN VIVO Y ON-LINE)
Apresentação:
Em um país como o Brasil... onde Máscaras são proibidas nas ruas, e vibramos com mega eventos que dividem os sentimentos da nossa sociedade, o que pensar? O que você apoia? Até onde o Estado pode proibir e doutrinar os cidadãos? O que você apoia? Que democracia vivemos? O que queremos para nós? É uma DROGA VIVER NESSA SOCIEDADE. O que está acontecendo aqui?
Presentación:
En un país como Brasil ... donde las máscaras están prohibidas en las calles, y vibran con los eventos que comparten los sentimientos de nuestra sociedad, que piensar? ¿Qué son compatibles? Por lo que el Estado puede prohibir y adoctrinar a los ciudadanos? ¿Qué son compatibles? ¿Qué clase de democracia vivimos? Lo que queremos para nosotros? É uma lástima esta viviendo en esa sociedad. ¿Qué está pasando aquí?
Direção/Director: Lucas Leal
Coordenação acadêmica/Coordinación Académica: Não tem/ Ninguno
AtoresActores: Los loucos en las Calles
Trilha sonora: Crie uma ou... aceite sugestões...
Soundtrack: sugerencias ...
PARA COMEÇAR O FILME/ PARA INICIAR LA PELÍCULA:http://www.youtube.com/watch?v=b65hSErtW5Q
DURANTE o filme seria legal ouvir isso.../ DURANTE la película sería genial escuchar que ...
Sinopse:
Sujeito palhaço. Que vive de palhaçaria. Que discute arte, política & filosofia. Através de uma busca, entender a sociedade, Low, viaja por Bolivia, Peru, Ecuador, Colombia & Venezuela. Nesses países uma pergunta principal, a rua. Como são as ruas? Dá para trabalhar e intervir artisticamente nesses locais? É diferente do Brasil? Através de uma junção louca entre atores, músicos e muitas viagens, Low, sempre que possível, faz intervenções por onde passa... mas além, faz amigos, companheiros de viagens... pessoas que só queriam conhecer mais locais do imenso Mundo. Ultrapassa a fronteira do Brasil com a Bolívia com um Peruano. Chega no Peru com um Colombiano (e por lá fica ilegal 13 dias sem saber, pois não deu entrada no país). Ultrapassa o Peru e entra no Ecuador com uma chilena (paga 10 dólares de propina para legalizar o passaporte dele, ela entra ilegal). Chega sozinho na Colômbia, conhece pessoas e cruza sozinho até entrar na Venezuela. Passa por sete barreiras policias (sendo parado e revistado em todas). A guerrilha e combate ao Tráfico de Drogas por lá é complexo. Conhece no meio do caminho, um argentino, uma ecuatoriana (e sua filha). Seguem para Choroni, uma praia Oasis na Venezuela. Descansa e segue viagem para Guiana Inglesa com um Venezuelano. Não conseguem ir para Guiana, pois há muitos conflitos políticos e guerrilhas pelas minas de ouro. Entram no Brasil juntos. Ele (o venezuelano), palhaço, entra ilegal (só estava com as xerox da Identidade "la cedula"). Low, de volta, pelas ruas do Brasil, reconhece melhor os problemas do seu país. Então grita, protesta... repensa a vida, e relembra dos momentos da viagem. Em todos os lugares e com todos os viajantes, ouviu falar de "drogas", e todas elas estão associadas ao sistema sócio-econômico. O capitalismo, a busca pelo mais (material), faz com que os "viajantes", artistas das ruas, busquem outra forma de estar... todos trabalham... e todos acham o SISTEMA UMA DROGA. Drogas... o que são drogas? Não é um filme "modinha" que fala de protestos e manifestações por conta da copa do mundo em 2014. Mas fala SIM DA DROGA DA COPA DO MUNDO. E fala de arte... de como fazer/pensar arte de rua. Só que também não se trata de um filme que vai aos cinemas comerciais. Tampouco é um filme que existe...
...É UMA PERFORMANCE (AO VIVO E ONLINE)!
A Apresentação da performance é através do Cinema de Rua... onde e quando quisermos!
Nesse evento, por favor, não confunda liberdade com LIBERTINAGEM (comentários indevidos serão apagados)!
Não confunda ARTE com REALIDADE. Esta é uma obra de ficção, com base em acontecimentos da vida REAL.
A DATA ANUNCIADA SERÁ A ESTREIA OFICIAL DO SEU/MEU/NOSSO FILME INACABÁVEL... DURANTE O CHAPELEIRO MALUCO VII: DA LAMA AO CAOS (O RETORNO)!
(Aqui alguns fragmentos de mais um filme inacabável...que só é possível ser ao vivo e online!)
Sinopsis:
SUjetoo payaso. ¿Quién vive haciendo palhaçaria . Hablar de arte, la política y la filosofía. A través de una búsqueda, la sociedad la comprensión , Bajo, viajando en Bolivia , Perú , Ecuador , Colombia y Venezuela . En estos países, una cuestión principal , la calle . ¿Cómo están las carreteras ? Dale a trabajar e intervenir artísticamente estos lugares ? Es diferente de Brasil ? A través de un cruce loco entre actores , músicos y muchos viajes , LOW , siempre que sea posible , hace discursos donde quiera que vaya ... pero además , conocer amigos, compañeros de viaje ... la gente que sólo quería más lugares se reúnen, el mundo inmenso. De la frontera entre Brasil y Bolivia con un peruano. Llega a Perú con un colombiano ( y hay ilegales 13 días sin saber , porque no entró en el país con su passaporte) . Más allá de Perú y Ecuador entra con una chilenoa ( tenendo 10 dólares de soborno para legalizar su pasaporte , ella entra ilegal). Llega solo en Colombia , conoce gente y cruza solo para Venezuela . Pasa siete barreras policiales. La guerra de guerrillas y la lucha contra el tráfico de drogas es compleja. Se reúne en el camino, un argentino , una ecuatoriana (y su hija) . Alla segue para Choroni una playa Oasis en Venezuela. Descansa y segue viaje a la Guayana Británica con un venezolano. No se puede ir a Guyana, ya que hay muchos conflictos políticos y la guerrillas por las minas de oro. Segue juntos en Brasil. Él payyaso ( Venezoelano) , , introduz ilegal (sólo tenía la fotocopia de la identidad de "la cédula"). Bajo , de vuelta en las calles de Brasil, reconoce mejor los problemas de su país. Luego produz gritos , protests ... replantea la vida y recuerda los momentos del viaje . En todas partes y todos los viajeros , se enteró de las "drogas" , y todos ellos están relacionados con el sistema socio- económico. El capitalismo , la búsqueda de más (material) hace que "viajeros" , artistas callejeros, trata de vivir otra cosa ... pero todos segue haciendo el trabajos ... y todo el mundo piensa otro SISTEMA.Las drogas son drogas ... ¿qué? Hay es una película de "moda pasajera" que habla de los protestos y manifestaciones contra la Copa del Mundo en 2014. Pero habla SIM de la COPA. DROGAS WORLD CUP. Y hablando de arte ... ¿cómo hacer / pensar el arte callejero. Sólo que no lo hace es una película que va a las salas comerciales. Tampoco hay una película...
Es ... una actuación ( en vivo y online ) !
La presentación de los resultados es a través del cine de la calle ... donde y cuando queremos !
En este caso , por favor no confundir libertad con libertinaje ( comentarios inapropiados serán borrados ) !
No se debe confundir con la ARt con la realidad. Esta es una obra de ficción, basada en hechos reales .
LA FECHA SERÁ ANUNCIADO SU ESTRENO OFICIAL / MI / NUESTRA PELÍCULA interminable ... DURANTE EL SOMBRERO LOCO VII: el caos de barro (EL REGRESO)!
( Estos son algunos fragmentos del la película sin fin ... que sólo pueden estar en línea y en vivo! )

Para ver divulgação….





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Filme inacabado - Ao vivo e Online / Experimento I - DA LAMA AO CAOS: EM BUSCA DA HUMILDADE (2013.1)

Parte I

DA LAMA AO CAOS: EM BUSCA DA HUMILDADE (2013.1)


            É muito engraçado lembrar de alguns momentos desse experimento. Reescrevendo partes da minha história, criei perguntas, feitas aos amigos, no intuito de refazer memórias. Charadas, palhaçaria, universo infantil. Claro que, feito pela internet, pode parecer incompreensível. Por fim, o primeiro experimento de filme inacabado tinha como proposta remontar fragmentos dos momentos que havia vivido no RJ. Reencontrar imagens de mim mesmo... momentos idos... numa ilusão que tinham sido momentos únicos... engraçado que, ao divulgar na internet, tomou certa proporção. E, aos poucos, fui criando a ideia de evento infinito... antes de chegar a data programada, eu adiava o dia.. e assim fui fazendo... até perceber que tinha enchido o saco e parti para outro filme inacabado, que postarei na sequência.

Ainda é possível achar algo na internet sobre esse primeiro experimento, mesmo depois de ter transformado meus perfis em páginas, o que fez sumir o evento do facebook.

Links:






Uma versão “mais punk”



Obs: No entanto, o trabalho fazia parte de uma pesquisa acadêmica, com projeto cadastrado na extensão universitária da UNIRIO, onde recebi apoio por 10 meses.  Para divulgar o filme, começo da pesquisa autobiográfica, elaborei material abaixo:



UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO)
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA – PROEXC
CENTRO DE LETRAS E ARTES (CLA)
DEPARTAMENTOS DE INTERPRETAÇÃO E TEORIA DO TEATRO

PROJETO DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA-CULTURAL
½ DIA FORA DO TEMPO: REVIVENDO EM PROJEÇÕES DIGITAIS ALGUMAS MEMÓRIAS INACABADAS

Coordenação Acadêmica: Dr. Sylvia Heller – Departamento de Interpretação Teatral
Direção Artística: Me. Lucas Leal – Aluno do Departamento de Teoria Teatral


Rio de Janeiro – RJ (2013)




QUE TAL ASSISTIR UM FILMINHO AGORA?

VOCÊ MESMO PODE FAZER O FILME? BASTA VOCÊ ACESSAR A TRILHA SONORA... DEIXAR ROLANDO O SOM E ASSISTIR OS VÍDEOS OU AS FOTOS, NA ORDEM E VOLUME DESEJADO! ESCOLHA MOMENTOS PARA ESCUTAR AS MÚSICAS OU O QUE ESTÁ SENDO DITO NOS VÍDEOS! QUANDO TIVER VENDO AS FOTOS, INDICO ESCUTAR O SOM! (É ISSO... CONSTRUA AGORA MEU FILME EM SUA CASA A PARTIR DO QUE VOCÊ TEM DE INFORMAÇÃO ON-LINE SOBRE O PROJETO)

PARA SABER Sobre o Evento Chapeleiro Maluco:
(FORA DO AR)


FILME: “EM BUSCA DA HUMILDADE: DA LAMA AO CAOS”

Ficha técnica: 
Coordenação acadêmica: Profa. Dra. Sylvia Heller
Direção: Coletiva e ao vivo
Edição: Eu e os presentes
Produção: Todos os transeuntes de antes, agora e depois
Tempo: Inacabável – Versão longa-metragem atual com +-50min:17s (tempo do CD “Da lama ao caos” grande sucesso da banda “Chico Science e Nação Zumbi” na década de 1990, que está completando duas décadas de lançamento). Versão curta-metragem +- 4:min25s (Música "da lama ao caos").

TRILHA SONORA PARA CONSTRUIR SEU FILME SOBRE MEU FILME EM CASA:

LONGA-METRAGEM:

http://www.youtube.com/watch?v=0dBV27_7AiU&hd=1

CURTA-METRAGEM:

NÃO DEIXE DE INCLUIR NO SEU/MEU/NOSSO FILME:




Obs Final: O mais legal é que não tinha um filme específico. Eram fragmentos de imagens, fotos... histórias... jogos... enfim... era uma pequena diversão para passar o tempo online.

beijocas

sexta-feira, 31 de julho de 2015

PROJETO CINE CIRCO RUA: FUSCA69 NO PARQUE DA CIDADE (EVENTO COLABORATIVO) Episódio I -


Episódio I - Divulgação do Financiamento Coletivo Online



Data para estreia: 23/08/2015
Horário Solicitado: 14h as 17h
Público-alvo: Crianças, jovens e adultos, principalmente moradores da favela Vila Parque da Cidade.

Resumo das Atividades:

- Exibir filmes: Trabalhamos com um Filme/teatro, com imagens que estão sendo gravadas desde 2010 no Parque da Cidade e na Favela ao seu lado, que tem o mesmo nome. Link: https://www.facebook.com/4ladeirase70degraus
- Performances circenses: Como o intuito do grupo é iniciar o evento as 16h, e se trata de um circo, teremos mágicos, acrobatas, malabaristas e contorcionistas para atividades com crianças (e os interessados).
- Pinturas em crianças: A ideia é propor que as crianças entrem no nosso universo mágico, se sentindo artistas por um dia.
- Fotografia e filmagem artística (público e atores): Fazer registro do evento e das encenações teatrais e cinematográficas. A ideia é pegar depoimentos, principalmente dos moradores da favela, sobre o evento, para fazer parte do filme (que deve ser finalizado após os oito eventos propostos ao longo de 12 meses, conferir cronograma no projeto).
- Educação ambiental: Em contrapartida para utilização do espaço do Parque da Cidade, além das atividades de cultura e arte, teremos uma parte dedicada à conscientização sobre a preservação da fauna e da flora, como também alternativas sustentáveis para uso doméstico. O grupo vai oferecer uma campanha com cartazes e flyers (entregues através do carteiro amigo, serviço oferecido pela associação de moradores da favela) para que os moradores evitem trazer seus animais domésticos para o Parque. Além disso, já no primeiro evento, teremos uma oficina de reaproveitamento de óleo de cozinha e outra de elaboração de sabão (ambas com coletivos da favela da Maré, que trabalham no projeto Cinema de Beco, onde possuem uma bicicleta como suporte para montar a estrutura cinematográfica de rua, parecida com nossa proposta com o Fusca69).


FICOU COM VONTADE DE PARTICIPAR? 
PROCURA A GALERA....


Contatos:
(021) 982030203 (Lucas Leal – Direção de arte)

(021) 982942689 – (084) 9912344895 (Josie Pontes – Curadoria artística)

(011) 942303744 (Andreia Correia – Consultoria Artística)

(011) 992045668 (Raphael Perrone – Consultoria Cultural)

(021) 979694142 (Bruno Santiago – Produção Executiva)





sábado, 18 de julho de 2015

SaulomBRA SOUND SYSTEM: A banda que não existe




           
            Surgiu como uma brincadeira com um amigo, o Saulo Mesquita, e como é possível perceber, mistura o nome dele com a palavra LomBRA (de loucura) e destacando o BRA (de Brasil).
            Antes de iniciar a brincadeira online e indicar músicas no facebook, inseri a banda no roteiro do 4 ladeiras e 70 degraus, dando amarração para o filme/teatro que idealizara anos antes.
         O filme se tornou a história da banda, que não existe, tendo como integrantes, o palhaço uruguaio Gonzalez, o Olindense Dom Miranda e a carioca filha de americanos Emma.
           Moradores da favela Vila Parque da Cidade, que fica no alto Gávea-RJ, a banda virou sucesso no morro, e vive em turnê online, além de estar participando presencialmente de alguns eventos  no RJ.
          Misturando ficção e realidade, a ideia da banda agora é somar com artistas independentes, parceiros que cruzam nosso caminho. Ao disponibilizar suas músicas para nossa banda que não existe, o artista imediatamente é convidado para participar do filme e pode disponibilizar músicas para nosso filme sem fim.

Curtiu? Fala ai conosco na Fanpage...

Link:

#tenhasuatrilhasonoranonossofilmeteatro

#venhaseparesentarnonossocirco



quinta-feira, 2 de julho de 2015

FUI PARA O URUGUAI DE FUSCA69 ENCONTRAR TITIO MUJICA: A MAIOR VIAGEM QUE JÁ TIVE

PROJETO PARA FINANCIAMENTO COLETIVO (15/08/2015 - Estreia + divulgação do projeto da viagem/vaquinha online))


Por Gonzalez (2015)


Sinopse do filme sobre o filme
Comprei o 69 em outubro de 2014, a ideia era refazer em dezembro parte de uma viagem que fiz 2011/2012 e chegar até o Uruguai. Na semana seguinte soube que iria sair em janeiro do meu principal emprego. Perdi um chapéu roxo, encontrei um preto e comecei a procurar com ele o roxo. Deixei o 69 desligado e fui rumo algum lugar para Bahia. Parei Espírito Santo, e depois, Cumuruxatiba. Conheci o Mc Kdu dos Anjos de BH e o chamei para procurar meu chapéu roxo 26/02/2015, quando entrei no retorno de saturno (29 anos). Não achei, perdi o preto e achei um chapéu marrom. Com este comecei a procurar o preto e o roxo. Não encontrei. Saí do País das Maravilhas e fui parar no Mundo Mágico de OZ. Levei o 69, gravei e exibi meu/seu/nosso filme/teatro inacabável ao vivo e online 4 Ladeiras e 70 degraus. Anunciei no grupo de caronas do Brasil no facebook sobre uma possível viagem, algum dia, para não sei onde, com o 69. Muitas curtidas. Um grupo no Face. Curtidas na página. O projeto parece ter valor Não lembro meu nome, de onde vim, para onde vou, mas sei que estou saindo do RJ para encontrar titio Mujica lá no Uruguai.Essa foi a maior viagem que já tive. Quero conversar sobre fuscas e coisas mais. Para viajar, preciso de dois aventureiros/as loucos/as. Uma pessoa será alguém próximo, que estiver por dentro da produção, não sei quem. Outro, será alguém de vocês, que ajudar na cota única de XXXX,XX  para o projeto sair do mundo das ideias. O Cine Circo Rua Fusca69 é isso: um cinema itinerante, que serve como circo, para mim, que sou palhaço, e de teatro, para atores e não-atores. É cinema, pois projetamos imagens em movimento. É teatro, pois é ao vivo com atores e público, em algum lugar. É performance, pela proximidade entre ator/persona/eu e tipo de espaço cênico, além da participação do/com o público. Seja pintando os rostos, ou apenas em uma conversa, o não-ator, ou melhor, o público, vocês, são parte fundamental de um filme/teatro que não tem fim. Gravo desde 2010, uma história de 2004, sobre um cara, que viveu a vida de outro cara por 10 anos, e fez outro cara viver a vida dele por 10 anos, que me fez viver a vida dele por 10 anos. Agora exibo e gravo, enquanto projeto/enceno/vivo/viajo.




Direção: Coletiva, ao vivo e online.

Produção:
Koru Produtora Cultural

Apoio:

Baile à Fantasia chapeleiro Maluco
O Mundo Mágico de Oz

Links:


CALENDÁRIO COMPLETO DO PROJETO:

http://nemculturanemnepotismo.blogspot.com.br/2015/06/projeto-cine-circo-rua-fusca69-no.html

  
Resumo orçamentário:
A ideia com o financiamento é resgatar o que foi gasto até agora, entretanto, não para cobrir os custos inicialmente, mas para dar andamento.  Estaremos utilizando os 10 mil do financiamento para reformar o 69, para que esteja hábil e seguro para um longa viagem e despesas iniciais com gasolina, uma vez que a ideia é fazer apresentações e gerar renda durante a viagem. Em segundo plano, claro, fica a ideia de recebermos o dobro do pedido, para que possamos assim cobrir os custos iniciais, já que, ao final, seja pela cota única de 10mil que leva o Cine Circo Rua Fusca69 para casa depois da viagem, ou será por uma rifa, caso não tenhamos financiador interessado na cota única. Dessa forma, o projeto foi pensado assim, para existir, e depois ser repassado da melhor maneira possível para quem queira cuidar do 69 com muito carinho, ele merece.

5500  Fusca  + 1450  Projetor + 1200  Equipamento de som + 1850  Reparos no fusca. Orçamento 10mil

Recompensas
10.000 (1) – Leva o Cine Circo Rua Fusca 69 para casa depois da viagem + Participação no filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao

2.500(1) – Viagem de ida e volta com o Cine Circo Rua Fusca 69 até o RJ - Uruguai + Participação no filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao + oficina de Clow + + Camisa do filme

500 (10) – Participação do Cine Circo Rua Fusca 69 em seu evento em qualquer lugar da cidade do RJ + Participação no filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao

100 (50) – Oficina de Clow + Participação no filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao + Camisa do filme

50 (100) – Nome nos créditos do filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao + Camisa do filme

20 (100) – Nome nos créditos do filme + caneca relíquia do Chapeleiro Maluco #ocupacanecao

10 (1000) - Nome nos créditos do filme.

***EM BREVE INICIAREMOS A VAGUINHA ONLINE! BEIJOS E ATÉ A PRÓXIMA POSTAGEM....

sábado, 20 de junho de 2015

Projeto Cine Circo Rua: Fusca69 No parque da cidade – Gávea-RJ + UNIRIO

PROJETO CINE CIRCO RUA: FUSCA69 NO PARQUE DA CIDADE – GÁVEA-RJ + UNIRIO



Sobre
Projeto de intervenções cinematográficas na rua. Personagem principal: Um lindo fusca 69. E com ele, pretende-se rodar por locais diversos, é só chamar!!!

Descrição
A ideia inicial do projeto foi refazer parte de uma viagem feita 2011/2012, mas, já com o fusca e a ideia de cinema de rua.

Juntando teatro, cinema, circo, brincadeiras e alegria, a ideia foi sendo pensada e agora está saindo para ruas.

Primeiro Passo: Encontrar o Fusca. E achamos o 69. Motor de corrida 73/74, todo reformado, 7 anos com seu último dono.

Segundo Passo: Botar para rodar...

Perspectivas: Exibir e Gravar imagens. Intervir em espaços públicos, do Rio de Janeiro - São Paulo - Curitiba - Florianópolis - Porto Alegre - Montevidéu.


Atividades:

- Exibir filmes.
- Performances circenses.
- Pinturas em crianças.
- Fotografia e filmagem artística (público e atores).
- Integração com artistas que encontraremos ao longo da viagem.


Contatos:

Facebook:

Nosso Filme Teatro:

-Cronograma provisório do Cine Circo Rua:  Fusca69 no Parque da Cidade e UNIRIO (à confirmar)

CRONOGRAMA


2015
23/08 – Episódio I: Estreia + divulgação do financiamento coletivo online
Programação e atividades confirmadas:
SauloMBRA Sound System a banda que não existe (https://www.facebook.com/SaulomBRA) + Oficina de reaproveitamento de óleo + oficina para fazer sabão com o pessoal da Maré.
13/09 – Episódio II: Piquenique acrobático (Parque da Cidade)
09/10 – Episódio III: Dia das Crianças (UNIRIO – O Mundo Mágico de Oz 2)
15/11 – Episódio IV:  Como foi a Proclamação da República? (Parque da Cidade)
13/12 – Episódio V: Feliz ano velho (Parque da Cidade)

2016
10/01 – Episódio VI: Janeiro de Deus (Parque da Cidade)
13/03 – Episódio VII: Aniversário da Minha mãe (Parque da Cidade)
10/04 – Episódio VIII: No Brasil ainda é carnaval (Parque da Cidade)
15/05 – Episódio IX:  Maio dos apaixonados (Parque da Cidade)
27/05 – Episódio X: Baile à Fantasia Chapeleiro Maluco VIII (Última Edição) + O Mundo Mágico 3: Minha festa de formatura) - UNIRIO

Episódio XI:

FUI PARA O URUGUAI DE FUSCA69 ENCONTRAR TITIO MUJICA: A MAIOR VIAGEM QUE JÁ TIVE



Julho – VIAGEM PARA URUGUAI: Fui encontrar titio Mujica no Uruguai de Fusca 69: A maior viagem que já tive (COMEMORAÇÃO DA FORMATURA)

Obs: Na próxima postagem vou divulgar os detalhes do projeto da viagem.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Relatório de Prática de Montagem 1 SHOW DE EXPOSIÇÃO/GRAVAÇÃO DO FILME/TEATRO: 4 LADEIRAS E 70 DEGRAUS


Por: Lucas Leal[1]

Sobre o evento O Mundo Mágico de Oz (Local de exposição/gravação do Filme/Teatro 4 Ladeiras e 70 Degraus) [2]

            Vou tentar seguir essa estética na parte de relato dos eventos na monografia. Uma vez que limita pesquisa acadêmica, possibilita deixar material para ser possivelmente gravado como filme. O intuito da monografia é concluir um trabalho de pesquisa teórico-prático que faz parte de um projeto artístico pensado para introdução no mercado de cultura e arte.   




Cena – Externa – MANHÃ (PÓS-EVENTO) - GONZALEZ DIVAGA SOZINHO 30/05/2015
GONZALEZ
Agora ao menos sei que não sou tão só quanto me sinto. No meio da multidão, sempre que eu sentar ao lado de alguém, falarão do OZ. Isso não me faz especial. Não me fez superior. Não me define como ser. A passagem do país das maravilhas... para cidade das esmeraldas, os caminhos de tijolos aqui da favela, vai ser tudo que vou sentir falta se um dia tiver que ir embora mesmo do RJ, como tudo indica. Eu ao menos tentei até o fim. Gravei tudo que queria. Como queria. Na hora que queria. Simplesmente um plano perfeito, que não funcionou. Passaram-se mais de 10 anos desde que me recordo de qualquer coisa boa. Mas foi tudo muito maravilhoso. Viver essa experiência de arte/vida/ficção/realidade...limitando-me a mim, desmaterializei toda e qualquer imagem que possam construir sobre o Lucas Leal, como costumo me apresentar para as pessoas. Espero eu, haverá alguém sempre para dizer: O Lucas Leal era mesmo legal. Não importa se serão dias ou se passarão horas. Tudo que represento ainda é algo muito perecível em uma sociedade atenta para o nada. Devo ter pedido muito ajuda. Devo ter recebido também. Mas nunca recebi algo que buscava. Eu. A mim mesmo. Mas, encontrei realidades transmutantes (que vem do meu pernambuquês). Foi muito a vontade de ser alguém. Socorram-se. Jovens. Como fui um dia. Não dá mais. Eu simplesmente não suporto mais dizer que acredito em algo que partiu de uma ideia investigativa subjetiva de não ser. Suspendi pensamentos. Relevei e profanei.  Agora a maioria está em suas casas com suas famílias. Eu não. Nesse momento fico a deriva de situações reais. Vivo paralelamente. Sobrevivo.

Cena – INTERNA – NOITE - GONZALEZ ESCREVE NO COMPUTADOR E DIVAGA 31/05/2015
GONZALEZ
I
Nesse momento escuto cartola. Indicação da banda SaulomBRA Sound System. A banda que não existe. O que acho mais engraçado disso tudo, é que de fato agora a banda existe. Talvez um pouco mais de ensaio. Planejamento... e oportunidades. Mas, existimos.

II
O que importa: Passou. O tempo correu. Andou. Foi tão rápido. Cheguei um pouco tarde, aos 23, fiquei 6 anos, de maneira intensa. Surpreendido com tudo. Aos 29 anos, já não tenho mais os mesmos desejos e já não me satisfaz outra coisa senão, viver mais tranquilo. Correr, jogar futebol com amigos, conversar com pessoas mais velhas, andar um pouco sozinho na praia, escrever. Malhar, Le-parkour, e quem sabe surfar? Ficar com minha mãe, brincando com as cachorras, tentando finalizar o filme...
III
O que mais aprendi com o OZ, foi que, terá o último Chapeleiro Maluco, e me sinto feliz com o OZ I, se comparando com o Chapeleiro I. Impossível comparar. Eu tinha R$300,00 reais no bolso, 1 ano de UNIRIO, e nunca tinha feito nada no RJ. Agora eu tinha pelo menos R$6.000 e 6 anos de RJ (já tive no chapeleiro VI, com R$12.000). São números e datas importantes para pensar. Apesar das diferenças, não creio que irão esquecer do Chapeleiro até a última edição, ainda vale a pena fazer sim. Chapeleiro Maluco VIII + O Mundo Mágico de OZ 3 (pois este ano ainda teremos o OZ 2).
IV
Refletir sobre mim, durante pesquisa autobiográfica, no contexto dos contos de fadas, durante gravação/exibição de um filme/teatro, surtiu em mim, um desejo enorme de tentar entender qual seria a fundamentação do trabalho em si. Tendo em vista que as ações em sua parte concreta ocorriam em eventos festivos, assim, para muitos, é apenas uma festa (agora são “duas festas”). E de fato, eu vislumbro essa parte como fundamental para entender-me. Ainda mais agora. Quando percebo que de fato não gosto de festas. Mas, para entender a si, no geral, é muito bom tentar entender o outro. O comportamento. Formas de agir. Atitudes concretas em momentos de inconsciência provocadas por uso de psicoativos. Em geral, álcool, maconha, haxixe, skank, ácido lisérgico, bala, MDMA, cigarros, fumos variados, não ouvi relatos sobre uso de crack e cocaína, o que não impede ter ocorrido. E, em nenhum dos sete Chapeleiros, e nem o primeiro OZ, houve registro de brigas, quebra-quebra... o público, o ambiente, a proposta, e a forma como os eventos são conduzidos, com culminâncias lúdicas, construções artísticas, e atividades interativas (público sendo constantemente convidado a se sentir artista/ator), acredito que sejam importantes agentes desse processo.
VII
Ainda sobre tudo isso, acredito que, está sendo muito importante para mim refazer parte de algo que não consegui fazer com o Chapeleiro Maluco, deixar claro certo limite entre eu/Lucas e eu/ator/Gonzalez, mesmo que a performance venha de uma construção autobiográfica. Algumas ações, sobretudo em relação ao filme e ao projeto em si, foram explicadas nas fanpages dos eventos, do filme, e de outros projetos que possuo. Encerrar também algumas performances com base no teatro invisível, ao menos por agora foi algo interessante. E falar um pouco mais com o público sobre o que estou fazendo durante o evento foi algo novo que ainda preciso elaborar melhor[3].

Cena – INTERNA – NOITE - GONZALEZ ESCREVE NO COMPUTADOR E DIVAGA 01/06
GONZALEZ
IX
Fui à Unirio pela primeira vez depois do evento, e como previ, ao sentar-me, o assunto era, O Mundo Mágico de OZ. Quando será o próximo? ”Foi muito bom”, “muita gente”, “queríamos isso....”, “precisávamos de um evento assim na Unirio”... Quando será a próxima? É a pergunta que mais ouço. E comentários tipo: “Não deu para vir, mas todo mundo que perguntava dizia que vinha...”. São comentários que fundamentam a pesquisa e a importância dela.
X
Até aqui são 7 eventos do Baile à Fantasia Chapeleiro Maluco, mais um do Mundo Mágico de OZ. São 5 anos de intervenções. Com formatos distintos, mas propostas e textos fílmicos parecidos, ambos complementam etapas importantes da minha existência. O OZ, filme que via constantemente na infância, e Alice no País das Maravilhas, que vi durante a juventude, já no Rio de Janeiro. Alice e Dorothy são meninas que se perdem em mundos com criaturas estranhas. Será que eu sou uma dessas criaturas? Ou me sinto como as meninas? Estou perdido em meio às criaturas estranhas do mundo...          
CONTINUA...




[1] Aluno de Teoria do Teatro.
[2] Apresentarei em forma de roteiro cinematográfico.
[3] Arrisquei agora no OZ I, foi bom por um lado, mas por outro, a dificuldade de encenar/falar com o microfone durante um evento festivo é enorme, principalmente por parar ou diminuir o volume das músicas... quebrar uma dança coletiva e começar um teatro individual... foi complexo, mas consegui ao menos falar a história do filme, como Gonzalez, e ao mesmo tempo, quebrar a cena e falar como Lucas falando de Gonzalez. Essa nota não deve ser lida como cinema, nem no teatro, mas faz parte da pesquisa acadêmica. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015


ARTIGO 2015.1 SOBRE ATIVIDADES 2014.2





DANDO CONTINUIDADE A BRINCADEIRA... HOJE É SEXTA SIM... E VOU FALAR DE 2014.2 QUE REVERBEROU, JUNTO COM 2014.1, DANDO RESULTADO EM 2015.1 (COM MINHA REPROVAÇÃO NA PROVA DE AULA PELO DEPARTAMENTO QUE FIZ PARTE POR DOIS ANOS COMO SUBSTITUTO).

link do evento: http://www.seminarioredes.com.br/

link do Episódio um da Série A-MEM: https://www.youtube.com/watch?v=IdZGpcNkB00



FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ANIMAÇÃO CULTURAL: RELATO FINAL DE PESQUISA-AÇÃO NA FFP-UERJ

Autor: Lucas Leal[1]

Eixo: EDUCAÇÃO INCLUSIVA E PROCESSOS EDUCACIONAIS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS  Coordenadora: Jane Paiva

RESUMO
A pesquisa-ação interdisciplinar foi elaborada a partir das Disciplinas: Educação, artes e Ludicidade e Sociologia da educação na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ) entre 2013.1 e 2014.2.  Partindo da discussão entre Direitos Humanos; arte; política; contos de fadas; sociedade, trabalharam-se conceitos “dos círculos de cultura a animação cultural”. Após 3 semestres de atividades aproximamos o estudo com a prática cinematográfica na internet e a ideia foi ampliar conceitos de cineclubes. O objetivo para formação de professores foi articular novas possibilidades do ensino presencial com auxílio de ferramentas On-line. Priorizando construção coletiva e incentivando a potencialidade crítica, elaborou-se projeto sobre acessibilidade no campus da FFP-UERJ (São Gonçalo-RJ). Com base nas aulas surgiu a ideia de uma série para divulgar no facebook intitulada A-MEM, inspirada na série em quadrinhos, tv e cinema X-MEN.
Palavras-chave: Formação de professores, Pesquisa-ação; Sociologia; Arte e Política.



INTRODUÇÃO
            Este artigo “encerra” uma série de artigos[2] que consegui elaborar em cada semestre a partir da atividade como professor substituto entre 2013.1 e 2014.2 na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ). Tentando integrar artes e sociologia, disciplinas que lecionava pelo Departamento de Educação na Instituição, montei um esquema de Pesquisa-ação com base em proposta de ensino, ou plano de ação, que fiz durante a prova para professor substituto da disciplina Educação artes e ludicidade.
            Partindo da discussão entre Direitos Humanos; arte; política; contos de fadas e sociedade atual, trabalhei conceitos “dos círculos de cultura a animação cultural”.  Após três semestres de atividades, neste artigo, trago questões sobre cinema na internet, pensando em ampliar conceitos de cineclubes. O objetivo para formação de professores foi articular novas possibilidades do ensino presencial com auxílio de ferramentas On-line.
            Priorizando construção coletiva e incentivando a potencialidade crítica, elaborou-se projeto sobre acessibilidade no campus da FFP-UERJ (São Gonçalo-RJ). Com base nas aulas surgiu a ideia de uma série para divulgar no facebook intitulada A-MEM, inspirada na série em quadrinhos, tv e cinema X-MEN. Para o trabalho fundamentar-se, trouxe algumas questões sobre estética e noção de experiência na produção artística.
            No artigo vou elucidar algumas questões finais da pesquisa, que também tive o prazer de articular no artigo FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ANIMAÇÃO CULTURAL: UMA NOÇÃO DE ESTÉTICA E EXPERIÊNCIA; apresentado como avaliação parcial da disciplina Estéticas do Teatro – Ministrada pela Prof. Dra. Flora Sussekind do departamento de Teoria do Teatro[3] da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro no Centro de Letras e Artes (CLA - UNIRIO).
           
RESULTADOS E DISCUSSÕES
            O desafio de compreender formação de professores a partir da arte é o mesmo de entender estética teatral. É o mesmo de compreender o mundo. O mundo fala, e nós, aprendemos a falar com ele. É o mesmo desafio de elaborar uma obra de arte e compreender como o artista pensou para criar. O que é o ato de criação? O que é uma pesquisa-ação na formação de professores? Ou melhor, o que caracteriza a experiência da criação artística? E o que caracteriza uma pesquisa-ação? Há formas e definições para ambas as questões? Quais elementos rompem com a estética estabelecida? O acaso?
            Um criador não é um ser que trabalha pelo prazer. Um criador só faz aquilo de que tem absolutamente necessidade. A contrainformação só é efetiva quando se torna um ato de resistência. Arte, que carrega resistência do tempo, é aquela que perdura e sobrevive a morte (do autor ou movimento artístico). A arte como experiência, é necessariamente não passiva. Mas, algumas obras são empecilhos para teorias sobre elas. Que devem ser analisadas na e com a experiência. Assim deve ser vista quando ela (obra) cria um topos, ela perde seu lugar.  E no ato de formar-se como professor, através da ação, e por isso, através da experimentação, é em si um ato criador?
            A experiência se produz pelo estranhamento, pelo novo, e, quando coletivamente, se faz pelo diálogo. Por isso é importante, por vezes, sair do campo da arte para o campo da vida (experiência real), deslocar-se, sair do seu vocabulário e repensar questões. Questiona-se, dessa forma, que a experiência se tornou algo não comum, pois temos respostas prontas, olhares, perspectivas em relação a tudo, uma anestesia social coletiva.
            Assim, criar um lugar de fora na crítica ao que fazemos, por exemplo, tenciona o horizonte sobre a realidade estabelecida. E com isso nos perguntamos: Como intensificar novos pontos críticos? Essa perspectiva nos aproxima de uma compreensão antropológica para discussão de estética e experiência como princípio norteador para professores críticos e atuantes.
            Dewey (apud Barbaras 1999, p. 119) amplia perspectivas para discutir a importância da noção de experiência estética, que difere da noção de cotidiano. As obras (de arte) servem nesse contexto para se compreender questionamentos históricos, obrigando o expectador a se deslocar para o local da obra, ajuizar sua construção, e caracterizar como algo localizado em determinado tempo. Dessa maneira, a experiência cognitiva será a relação com a obra.
            Ter uma experiência com a obra é fundamental para compreensão histórica. Deslocar-se para outro ponto é um aspecto doloroso.  Nesse ponto Renaud Barbaras (1999) nos remete a pensar o mundo e a obra de arte (como aspectos distintos).  A Experiência estética, vivência, modo de presença do sensível, é, portanto, ação e reflexão:
O campo da estética, portanto, é definido ao mesmo tempo por um certo tipo de vivência, um certo modo de presença do sensível correspondente e uma relação específica entre sensação e ação. O objetivo estético excita em nós um sentimento que é da ordem do desejo e que Valéry compara explicitamente ao amor: nele se encontra, diz ele , uma combinação de volúpia, de fecundidade e de uma energia bastante comparável aquela que emana do amor (Idem, Ibidem, p.89).

            A expectativa hoje, em relação a criação artística, se relaciona com nossa percepção da obra:
Assim, com todo rigor, a percepção de uma obra – pelo menos a percepção da obra como objeto estético, ou seja, como ausente a ela própria – consiste num agir, numa criação que se pretende uma recriação. (Idem, ibidem, p.90)

            Nesse sentido a relação estética do sujeito com sua criação, deve ser uma reflexão histórica, um estudo, que é por isso, uma recriação, com algum intuito para existir. Sobre isso, o mesmo autor diz que:
A produção é o modo de percepção adequado à presença específica da obra: a simples satisfação estética, não seguida de efeito, é como um grau zero de recriação, e a criação do artista, uma percepção à altura daquilo que é vivido (Idem, Ibidem, p. 90).

            Neste ponto, precisamos refletir em relação ao próprio fazer artístico dentro da formação de professores. Se for uma recriação mediada por um estudo histórico, necessariamente irá carregar características de seu tempo, e especificidades do autor. Neste sentido o autor nos aponta que:
Assim, longe de marcar uma ruptura em relação a uma sensibilidade que não seria mais do que passiva, a obra de arte aparece, aos olhos de Valéry, como aquilo que vem prolongar uma atividade espontânea no cerne da sensibilidade (Idem, Ibidem, p. 91)
           
            O ponto, entre experiência e criação, revela que “(...) a perspectiva de Straus confere embasamento teórico à descoberta de Valéry de uma unidade entre arte e a experiência fundada no plano da sensibilidade, ou seja, de uma unidade entre a estética e a experiência” (Idem, Ibidem, p.94). Esse ponto me remete a pensar sobre o ato criador, e a relação com a produção (artística) de acordo com Deleuze (1999):
As ideias, devemos tratá-las como potenciais já empenhados nesse ou naquele modo de expressão, de sorte que não posso dizer que tenho uma ideia em feral. Em função das técnicas que conheço, posso ter uma ideia em tal ou tal domínio, uma ideia em cinema ou uma ideia em filosofia. (p.2).

            É importante observar que no ato criador, o artista passa da intenção para realização, utilizando conceituações subjetivas. Sua luta pela realização é uma série de esforços, sofrimentos, satisfações, recusas, decisões que não são totalmente conscientes, principalmente no plano estético.
            Resulta-se, nesse conflito, uma distinção entre a intenção e a realização, que não é consciente (por parte do artista). Esse processo é importante, na medida em que percebemos, que na obra final, em muitos casos, não se verifica a intenção, que por vezes, representa a inabilidade do artista em expressar integralmente a sua intenção.
            O ato criador toma outro aspecto quando o espectador experimenta o fenômeno; e o papel do público é o de determinar qual o peso da obra de arte na balança estética.  Consequentemente, o ato criador não é executado somente pelo artista; o público estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualidades intrínsecas e, desta forma, acrescenta sua contribuição ao ato criador. Isto se torna ainda mais claro quando a posteridade apresenta outra “verdade”, por vezes, “ressuscitando artistas esquecidos”.
            Ao refletir questões de estética e experiência no curso de Bacharelado em Artes Cênicas com habilitação em teoria do teatro, busquei relacionar os conceitos com minhas atividades como docente na turma da disciplina Educação, Artes e Ludicidade II (2014.2) na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ).  Neste momento do trabalho, preciso explicar um pouco do processo iniciado em 2013.
            Essa é a fase final de uma pesquisa-ação (entre 2013.1 e 2014.2)[4]. O projeto foi pensado para disciplina Educação, artes e Ludicidade (exclusiva para pedagogia) e acabou sendo integrado com outras disciplinas, como Sociologia da Educação (Licenciaturas); Sociologia e Educação I (Pedagogia); arte e educação (Eletiva/Licenciaturas). A temática central escolhida foi: Animação Cultural: Conceitos e ação.
            Os primeiros passos em 2013.1[5] com inserção de atividade com Educação em Direitos Humanos (EDH) e cineclubismo virtual; 2013.2[6] com atividade de criação virtual; e 2014.1[7] com desenvolvimento de atividade de animação cultural presencial com auxílio para divulgação em meio virtual[8].  Neste trabalho, portanto, apresento as considerações do semestre 2014.2, com base em elaboração de um cineclube virtual.
Dentro da formação de professores, discuto conceitos a partir da pedagogia histórico-crítica (Saviani, 2008); adotando outras duas perspectivas, dos “círculos de cultura” (Paulo Freire, década de 1960) até a “animação cultural” (Melo 2002,2004,2006); no contexto da cultura digital (Buarque de Hollanda, 2004). Estes conceitos se associam com a perspectiva de Reinventar a Escola (Candau, 2004), atualizando conceitos da cultura na educação como caminho para formação crítica dos professores/educandos (discentes da referida Instituição).
            Em 2014.1 após discussões sobre sociedade, cultura, arte e política surgiram as inquietações e insatisfações dos discentes: A própria Instituição de ensino. E pressupondo minha paradoxal posição de mediador cultural institucionalizado, e facilitador das questões que surgiam, ao propor atividade criativa, crítica, com base “nos círculos de cultura a animação cultural”, proporcionei espaço para questionamentos sobre o contexto em que eles estão inseridos.
            O estudo seguiu base teórica/filosófica a partir de Paulo Freire e chegando em  Vitor Melo de Andrade, onde percebemos ao longo do semestre que o diálogo seria necessário e fundamental para concretização da atividade coletiva. A atividade se materializou em forma de evento intitulado Cine-Sarau Ar-te: Um dia, ocorrido em 07/08/2014 (na FFP-UERJ), onde além de elaboração de um filme/teatro pela Turma de Arte e educação (T1), tivemos pintura com stencil e performances musicais[9].
            Após apresentar brevemente as propostas e histórico mais recente da pesquisa-ação, onde trato de direitos humanos, direito a educação, compreensão da igualdade de direitos e diferenças de necessidades, apresentarei a especificidade das questões trabalhadas com a turma 2014.2 e o projeto criado coletivamente sobre acessibilidade.
            As relações que começo estabelecer com o estudo estético e noção de experiência localizam questões dentro dos estudos culturais contemporâneos. Também é importante atentar pra compreensão de questões de ocupação de espaço público na perspectiva de entendê-los ou estende-los como cenários artístico-culturais.
            A ideia de intervenção artística surgiu em pesquisas a partir de questões políticas públicas, de acesso e permanência, como fundamental para formação de professores conscientes, dialógicos e por isso participativos, em busca da práxis autêntica. O cinema como tema gerador[10] já está estabelecido como caminho metodológico para a escolha da minha atuação pedagógica.
            Aqui, nesse momento final da pesquisa, cabe discutir inserção dos educandos, futuros educadores, na compreensão da potencialidade que as novas mídias assumem nas questões sociais de hoje. Pressupondo o avanço técnico e tecnológico, na quarta geração de direitos (CANDAU, 2009), o da inclusão digital, a internet e as redes sociais, como o facebook, afirmamos a importância das referidas plataformas para seguimento da pesquisa-ação.
            O intuito da pesquisa foi compreender conceitos e possibilidades para animação cultural na perspectiva de formação de professores, pressupondo a fundamental necessidade dos jovens (e adultos) se perceberem como atuantes, produtores de cultura e arte, não somente consumidores passivos dos grandes mercados de cultura.
            Para elaborar a pesquisa, estabeleceram-se inúmeros desafios, e aqui, de forma breve e cronológica, apresentei algumas considerações  trabalhadas a cada semestre, desde 2013. Foram 4 semestres de atuações intensas, como professor substituto, na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ)[11].
            Todas as atividades foram elaboradas como planos de aula, com base nas ementas das disciplinas lecionadas. Fundamentam-se e se elucidam questões oriundas principalmente das turmas de artes. Entretanto, sempre que possível, em cada artigo, localizo especificamente a disciplina em que se desenvolveu a atividade.
            Este artigo finaliza dois anos de pesquisa-ação, com base em proposta acadêmica desenvolvida durante a prova para professor substituto da disciplina Educação, artes e Ludicidade do departamento de educação da referida instituição. Os conceitos foram extraídos principalmente da pesquisa de mestrado, com base em estudo de caso em um projeto de extensão universitária (2011-2013)[12].  
            Todas as pesquisas dialogam com educação popular, educação de jovens e adultos, metodologias e práticas pedagógicas com discussão sobre políticas públicas.  Neste sentido, as principais questões de interesse também são características de sociedades pautadas em históricas desigualdades sociais. Assim, os aspectos desmembrados em pesquisas e artigos, são sempre compreensões provisórias, experienciações, buscas por conceitos culturais e artísticos, que faz parte também da minha formação como docente e artista.
            Já destaquei que este artigo encerra outra parte da pesquisa, que teve que ser reformulada frente às questões institucionais. Por ser professor substituto, minhas atividades docentes são somente de ensino, impossibilitando atuar em atividades extensionistas e/ou de pesquisa. Dessa forma, viabilizei as atividades na formação de professores compreendendo a pesquisa-ação, dentro do plano de aula com base nas ementas das disciplinas de graduação. Abaixo as principais questões de interesse:

- Animação cultural.
- Cinema e cineclube.
- Artes integradas.
- Internet; novas mídias e educação Online.
- Lúdico
- Contos de fadas.
- Reviver.
- Celebrar.
- Arte e política.

PLANO DE ATIVIDADES 2014.2: Disciplina Educação, artes e Ludicidde II
Vou trabalhar no curso conceitos de arte, política, contos de fadas, cinema e internet. Iniciaremos o curso compreendendo “dos círculos de cultura a animação cultural”. Aproximaremos questões da prática com cinema na internet (atualizando conceitos discutidos através dos Estudos Culturais Contemporâneos). A ideia é ampliar conceitos de cineclubes e articular com as novas possibilidades do ensino presencial com auxílio de ferramentas On-line.

Palavras-chave: arte; cinema; internet; Cineclube; EOL.

CRONOGRAMA:

Setembro/Outubro (15h): Estudos culturais; Animação cultural; uso do cinema no contexto da educação popular.

Novembro (PRÁTICA) (10h): Criação de um cine-clube virtual; contos de fadas; textos clássicos: “Alice no país das maravilhas” e o “Mágico de Oz” (temas geradores)

- Indicações: de 15 em 15 dias (pelo facebook); Criar nome; escolher atribuições individuais; fanpage + evento para cada “exibição”; curadoria dos filmes para dezembro e janeiro (4); Inicialmente marcar os filmes com horários fixos para fóruns de debate sobre o filme como “temas geradores” (na hora da aula na UERJ).

Atividade Dezembro (10h): Após marcar a data de estreia do cineclube virtual, todos devem entregar relatório individual antes da primeira “exibição”. 

- Relatório individual entre 1/3 páginas (podendo ser maior dependendo do interesse do aluno).
- No relatório deve conter o PROCESSO de Estudo/produção/surgimento do cineclube + AUTONOTA.

*Exibição/debates de dois filmes.

Atividade Janeiro (10h): *Exibição/debates de dois filmes.
Obs: Sobre atribuições individuais no Cineclube Virtual.

Serei consultor/diretor interino do projeto, até acabar o curso em janeiro.  Depois o presidente provisório convocará novas eleições para permanência ou não do Cineclube. Eu torno-me consultor voluntário do projeto caso o grupo decida permanecer em atividades após o curso[13].



A)   ATIVIDADE COLETIVA REALIZADA A PARTIR DOS CONCEITOS ELUCIDADOS NO ARTIGO:

Título: Série: A-MEM: Contra o domínio do Rei...Thor[14]!

Descrição curta:
            A série é fruto de um trabalho acadêmico coletivo, efetuado por discentes da FFP-UERJ. Quer-se discutir, de forma lúdica, a questão da Acessibilidade.

Descrição Longa:
            O projeto de Cine-clube virtual elaborado a partir da Disciplina Educação, artes e Ludicidade II ministrada pelo Prof. Me. Lucas Leal na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ) apresenta: A série A-MEM _ Contra o Domínio do Rei... Thor! 
            Partindo da discussão entre ARTE + POLÍTICA + CONTOS DE FADAS, trabalhou-se conceitos “dos círculos de cultura a animação cultural”. 
            Aproximamos o estudo com a prática cinematográfica na internet e a ideia foi ampliar conceitos de cine-clube e articular com as novas possibilidades do ensino presencial com auxílio de ferramentas On-line.
            Priorizando a construção artística coletiva e incentivando a potencialidade crítica dos envolvidos, elaborou-se a proposta de discutir ACESSIBILIDADE, tendo como foco inicial, o CAMPUS DA FFP-UERJ (SÃO GONÇALO).
            A-MEM, com base na famosa série em quadrinhos, tv e cinema X-MEN levanta uma importante questão social de forma artística. Cada participante do curso foi estimulado, a partir do projeto, encontrar um personagem mutante.
            Com base nesses personagens, atuaremos pressionando o Rei Thor para atender a legislação sobre ACESSIBILIDADE em Instituições públicas, como no caso da UERJ. 
            Somos todos mutantes, de óculos, de bengalas, de roupas coloridas, de cabelos engraçados... em cadeiras de rodas... cada mutante com sua forma particular de existir. 
Somos todos mutantes e unidos venceremos!

A-MEM CONTRA O DOMÍNIO DO REI...THOR!

B) CONCLUINDO: SOBRE NOÇÃO DE EXPERIÊNCIA E ESTÉTICA EM UMA PESQUISA-AÇÃO NA FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
            A noção de estética e do que é belo parte sempre de uma noção de experiência com obras já estabelecidas. Dessa forma, não acho que seja possível determinarmos formas de se relacionar conteúdos “necessários”, ou melhor, “artistas e obras específicas”, em detrimento das nossas atividades práticas, seja como artista, seja como docente.
            Assim, sempre que pertinente, faço questão de relacionar isso em sala. Sempre que vou escrever ou falar de arte necessito explicar um pouco do que já fiz para estar estimulando aquele tipo de atividade. Não quer dizer, no entanto, que apresento o material como fundamental ou único. O intuito de apresentar minhas criações, tanto quanto os artigos que citei nesse trabalho, é refletir sobre minha prática, na medida em que “formo futuros educadores”.
            Aponto “falhas”, ou atividades que “não funcionaram”, tanto quanto falo das que “funcionaram”. E claro, deixo sempre explícito que “não é fácil” e “não deu tudo certo”, mesmo que aparentemente desperte “noção de estética”, na medida em que sentem o “belo”, apesar do “estranhamento”. Arte, política, protesto, não é e nunca será fácil efetuar.
            Encerrarei este trabalho, portanto, falando do dia que gravamos o ensaio que mais tarde veio a se chamar: EPISÓDIO 1: PROFESSOR XAVIER SENTINDO NA PELE. Foi o “início” da ideia do A-MEM, e, claro, surgiu por  “acaso”. Em sala, uma aluna cadeirante. Terceira semana de aula, primeira de sua presença. Eu, já sabia da sua existência, mas não é possível recordar especificamente de cada aluno sempre. A Aula era das 18h as 20h e 20min, toda quinta. Entretanto, a maratona da semana não permitia ainda estar atento para questão específica dela.
             Por conta da necessidade de equipamento pedagógico tecnológico, levei a turma para sala de multimídias, na Biblioteca. Uma espécie de “terceiro andar” da instituição. E não tinha ainda pensado na tal aluna. Por volta das 19h... o pessoal fala que a “Rose” está chegando... eu.. ok! E então me relembraram que ela tinha dificuldade de mobilidade e seria mais “tenso ainda” chegar ali no terceiro andar, sendo nossa aula já no segundo andar (pois lá que construíram os banheiros adaptados e por lá que tem a cantina e xerox). Mas... era só o começo dessa jornada e do projeto citado no artigo.
            Minha reação na hora não poderia ser outra. Desci com dois outros alunos (acostumados com o “serviço” de carregar a aluna de “lá para cá”). Fui buscar a “Rose” pois não achei aquilo legal. Os seguranças se negam a fazer isso sempre. Não há rampas para facilitar o acesso. Desde o ponto do ônibus, até lá, foram quase 30 minutos e umas 10 pessoas aleatórias para ajudar “vencer cada etapa”. Por isso, nesse artigo, tento vincular estudo de estética com noção de experiência relatando impressões, relatos dessa experiência específica (como pessoa, como professor, como artista).
            Na sala, a “Rose” chorou, me xingou, falou horrores de tudo, e eu não entendia nada. “Na minha cabeça, eu tinha ido buscar ela na boa, mas entendi o lado dela, a vergonha que sente de ser carregada, e ficou decepcionada porque o professor de artes envergonhou mais ainda ela indo buscá-la”. A turma, estarrecida, anestesiada com aquilo tudo, falava horrores sobre a situação (sobre a falta de acesso na Instituição). Daí eu tive a ideia de “me por no lugar dela” e falei assim:
Eu: Você tem outra cadeira de rodas ou como conseguir uma?
Ela: Sim, por que?
Eu: Quinta feira que vem, se você quiser, vou dar aula o dia inteiro aqui na FFP como cadeirante. Que tal?

            Todo mundo muito emocionado, ela inclusive, aceitou. E combinamos como seria. Durante a semana, mandaram e-mail e falaram que iria ter uma reunião específica com o Diretor da Unidade para conversar sobre o tema e perguntam se liberaria a turma e se participaria como cadeirante. Sim, claro. Aceitei. 
            Na semana seguinte, eles só levaram a cadeira de rodas às 17h... o que me fez lecionar normalmente a manhã e a tarde inteiras (já que neste dia tinha outras turmas). Mesmo assim, falei, “vamos fazer sim”, e fomos fazer um ensaio fotográfico/cinematográfico, circulando pela unidade e registrando a problemática do acesso.
            Depois de 40 minutos, 15 pessoas ajudando, conseguir chegar na tal sala de multimídias. E chorei. Fiquei muito emocionado. Minhas pernas doíam Minha alma. Meu corpo só pensava em comer e continuar aquilo. E assim seguimos. Fotos, cenas... registro da “ação”.
            Olhares diversos, pessoas que questionavam o que tinha acontecido comigo. “A vida é assim”, era minha melhor resposta. Muitos que me viram andando no mesmo dia não entendiam nada, outros que me conheciam e sabiam das atitudes que tomo, se interessaram pelo trabalho. E assim seguimos para o tal “conselho extraordinário”.
            E sabe, tudo parece ter um sentido. Festa? Juntou um “montão” de aluno, querendo liberação para festas. A reunião que foi programada para ser  no miniauditório teve que ir para o auditório principal. Muita gente por lá.... e eu... e a “Rose” chegamos... insistimos e colocamos na pauta a “acessibilidade”. Discursei. Levantei da cadeira durante o discurso, com câimbras, depois de apenas 2h como cadeirante. Chorei. Expressei que aquilo não era por mim, por isso nem ia falar muito, pois tinha alguém mais importante para falar, e chamei a “rose”.
            Ao me colocar no lugar de “Rose”, mobilizar uma turma inteira, e ter ações práticas, dentro de espaço público, em prol de uma causa coletiva, não tem nada de narcisista, tampouco de autopromoção.         Busquei, como recentemente tive notícias (e coloco em anexo foto sobre isso), que a reitoria fornecesse verba para o campus da FFP-UERJ conseguisse efetuar as obras de acessibilidade.
            Foi uma batalha intensa, onde coloquei-me  a disposição de uma causa maior.  Na fanpage colocamos diversos links sobre o tema[15] e continuaremos pressionando a reitoria da UERJ para respeitar as políticas públicas de acessibilidade e direitos humanos referenciados pela legislação da federação nacional[16].
            Destaco que continuo este trabalho com outros enfoques, após finalizar o semestre na UERJ (fevereiro 2015). No intuito de relatar mais sobre o projeto do A-MEM, utilizei o mesmo para estudo estético com duas turmas no curso de Assistente de produção cultural, na DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DAS ARTES CÊNICAS, Modalidade: PRONATEC – Formação inicial continuada, pelo IFRJ, Campus – Belford Roxo. 
            A partir do estudo estético sobre arte e política no contexto dos contos de fadas, tomando como ponto de partida dois textos clássicos (Alice no País das Maravilhas e O Mágico de oz) dentro de dois projetos artísticos-culturais idealizados por mim, o Baile à Fantasia Chapeleiro Maluco[17] e  O Mundo Mágico de Oz[18] , e fazendo também uma releitura da Série: A-MEM _ Contra o Domínio do ReiThor os educandos de Belford Roxo criaram intervenções artísticas e culturais com os temas provisórios: "Ariel questiona as condições da superfície no bairro novo" (turma da tarde) e "A Liga da justiça: Os superartistas de Belford Roxo enfrentam os vilões da cultura" (turma da noite).
            A partir de trabalhos lúdicos, e da minha proposta de intervenção pedagógica inclusiva, fico sempre na expectativa que os jovens e adultos repassem o recado como os A-Mem estão fazendo, pois “o que vale é o que importa”, e “só importa aquilo que vale”. Atitudes práticas que buscam inclusão se fazem necessárias. Encerro este trabalho com algumas fotos sobre o projeto e deixo os links para apreciação contínua caso seja de interesse.






ALGUMAS FOTOS[19]:



















REFERÊNCIAS
ASSMANN, H. . A metamorfose do aprender na sociedade da informação. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2000.
BARBARAS, Renaud. Sentir e Fazer: A fenomenologia e  unidade estética. Tradução do francês: José Marcos Macedo. Novos estudos N°54. Julho de 1999. 
CANCLINI, N. G. . Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 2003.
________. Leitores, espectadores e internauta. São Paulo:Iluminuras, 2008.
CANDAU, V. (org.). Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, 2000a.
________. Ensinar e aprender: Sujeitos, saberes e pesquisa. Rio de Janeiro: DP&A, 2000b. 
________. Diferenças culturais, interculturalidade e educação em direitos humanos. Revista Educação e Sociedade, vol.33, jan-mar 2012.
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis:
Vozes, 1998.
CURY, Carlos Roberto Jamil. Direito à Educação: direito à igualdade, direito à diferença. In: cadernos de pesquisa. n. 116, p. 252-262, julh 2002.
DELEUZE, Gilles. O ato de criação. Palestra de 1987. Edição brasileira: Folha de São Paulo, 27/06/1999.
FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas. Revista Brasileira de Educação, vol 12, nº 35, p.290-299, 2007.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da Liberdade. RJ: Paz e Terra, 2005b.
_______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005c.
KLINGER. Florian. Sobre do Juízo- a fundação epistemológica da crítica. Tradução de Márcia Arruda Franco e Janaína Senna. Na pasta  da prof. Flora Sussekind.
HOLLANDA, H. H. O. B. . A contribuição dos Estudos Culturais para pensar a Animação Cultural. Licere, BH, v.7, n.1, p.101-112, 2004a.
_______. (org.). Cultura e Desenvolvimento. RJ: Aeroplano, 2004b.
JORDÃO, R. S. . A pesquisa-ação na formação inicial de professores: elementos para a reflexão. In: Anped, Caxambu, 2004.
MELO, Victor. A. de.  A cidade, o cidadão, o lazer e a animação cultural. Licere, Belo Horizonte, v.7, n.1, p.82-92, 2004.
________. A animação cultural: conceitos e propostas. Campinas, SP: Papirus, 2006.
PINTO, Álvaro V..O conceito de tecnologia. RJ: Contraponto, 2005. v. I e II.
SAVIANI, D. . Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. 10ª ed. Campinas: Autores Associados, 2008.
VALÉRY, Paul. 1. Um Discurso de estética. Na pasta CTJ - da prof. Flora Sussekind.
YÚDICE, G. . A Conveniência da Cultura. Usos da Cultura na Era Global. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2004.







[1] Historiador, ator e diretor, com mestrado em políticas públicas em educação; foi docente substituto na Instituição FFP-UERJ entre 2013.1 e 2014.2. E-mail: lucaslealhistoria@gmail.com Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4266044H8
[2] LEAL, L. . ANIMAÇÃO CULTURAL VIRTUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO DE UMA PESQUISA-AÇÃO NA FFP-UERJ. In: III Encontro Internacional de Educação artística, 2014, Cariri-CE.
LEAL, L. . Animação cultural e formação de professores: Continuação de relato. In: II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CINEMA E EDUCAÇÃO: DENTRO E FORA DA LEI, 2014, Rio Grande do Sul.
LEAL, L. . ANIMAÇÃO CULTURAL VIRTUAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO INICIAL DE UMA PESQUISA-AÇÃO NA FFP-UERJ. In: v seminário vozes da educação, 2013, rio de janeiro. seminariovozes.com.br/caderno.pdf, 2013.
[3] Curso que faço parte como aluno desde 2010, e, por conta do mestrado (2011/2013) e das atividades como docente na FFP-UERJ (2013/2014), estou em fase de conclusão agora (2015). Discuto na monografia conceitos de arte e política no contexto dos contos de fadas, mas, focando na articulação como ator e diretor de eventos festivos. Dessa forma, as atividades como docente tinham diálogos, sempre que possível, com as atividades como ator/artista. 
[4] Sem ter como objetivo de autocitar, nesse momento necessito pontuar partes já publicadas sobre a pesquisa. 
[5] LEAL, L. . 2013.
[6] LEAL, L. . 2014.
[7] LEAL, L. . 2014.
[8] Abriu-se evento no facebook e convidamos o máximo possível de pessoas para participar.
[9] No artigo publicado no II Seminário Internacional de Cinema e Educação: Dentro e Fora da Lei (2014, UFRS) detalho melhor as questões.
[10] Já discuti isso anteriormente (LEAL, 2010, Uso do cinema em sala de aula com de Jovens e adultos a partir de uma concepção pós-moderna de sociedade; LEAL, 2013 Animação cultural e cinema na Extensão Universitária: Um estudo de caso na Universidade das Quebradas).
[11] Como dito no início, há publicações sobre cada fase da pesquisa, a cada semestre.
[12] A pesquisa, no entanto, é a extensão de pesquisa elaborada como monografia de uma pós-graduação em estudos cinematográficos (2008-2010).
[13] Sempre explico que isso é apenas um exemplo com base na estrutura democrática representativa que temos. A turma participou intensamente do processo e a questão ainda vem sendo discutida entre eles (permanência ou não do projeto). Tudo indica que os mais interessados irão fazer suas monografias sobre inclusão.
[17] Projeto de extensão desenvolvido na UNIRIO desde 2011. Link https://www.facebook.com/MeiodiaForadoTempo?fref=ts
[18] Continuação do projeto da UNIRIO, entretanto, focando na monografia (iniciado em 2014). https://www.facebook.com/OMundoMagicoDeOZ?fref=ts

[19] Nem todos finalizam sua caracterização. Para ver mais acessar:

https://www.youtube.com/watch?v=IdZGpcNkB00