domingo, 25 de junho de 2017

Uma carta do discente Lucas Leal para o docente Lucas Leal!!! Hoje conversei 47 minutos por telefone com meu Pai!!!!


Low em cena, na apresentação no Hospital Ulysses Pernambucano (HUP) conhecido popularmente como Tamarineira


link do evento: https://web.facebook.com/events/255121234838628/

25/06/2017

Caro professor Lucas Leal,

                Não se torne o que não queria encontrar. Ainda é cedo para ser o professor que você gostaria de ter. Se a aluna ou o aluno não conseguir alcançar sua expectativa, tente alcançar a expectativa deles. Era isso que você cobrava quando era eu. Ou só era um discurso vazio? È tão difícil aceitar que eles vão pensar diferente de você? Que algumas teorias não dão conta da realidade? Que sua experiência de vida é condicionada a sua existência particular, mas numa complexa sociedade que te conduz também a ser algo que você também não quer ser? Como encarar que não conseguimos ser aquilo que queremos professor? A sua função talvez seria me dizer que vai dar tudo certo, que o mundo vai melhorar, e que as pessoas morrem de fome por conta das desigualdades... sua função é me mostrar a realidade e dizer que ela está errada mesmo você sendo parte dela. Parte fundamental na estrutura de opressão. Toda relação docente/discente pressupõe uma hierarquia. Sua avaliação com autonota também é condicionada a uma expectativa do que eu crio pelo que você posiciona em sala. Não me venha com essa de autonomia na busca pelo conhecimento, sabendo da existência de extremas distinções na forma como me interesso ou não pelo que foi colocado em sala de aula como “fundamental” pelo “senhor”. Não use seu mestrado para dizer que sabe mais do que eu. Isso você sempre discordou, e por vezes, não sei se realmente não valoriza esses títulos, até porque, não teria feito duas graduações, duas pós, e não estaria no doutorado caso não considerasse pertinente (ou nem falaria em sala disso tudo). Essa de que “foi melhor para sua vida por motivos claros, como melhores salários” demonstra que o senhor faz parte do capitalismo; da divisão social do trabalho; e como homem; branco; com origem na classe média, seus padrões de existência, pelo máximo que você coloque que montou sua casa com coisas doadas e achadas na rua, são do mundo do capital; nunca te faltou nada. Morar escondido na universidade foi uma escolha. Você sempre soube disso. Não tente se vitimizar perante sua confortável existência; sua revolta era apenas um conflito de ego; sua necessidade de ser aceito; e que, de certa forma; te levou a buscar novas possibilidades para alcançar este objetivo, inclusive como professor Universitário. Mas eu quero te agradecer, por perceber a cada fala sua, que precisa sempre repensar, sobretudo o lugar de privilégio; junto com a necessidade individual de se reconhecer nessa sociedade do capital. Você sabe que é parte dela, embora não ligue muito para algumas coisas, não sabe como romper com esse sistema. Urbano. Hierárquico. Exaustivo. Conflituoso. Os conflitos e tensões de toda ordem, são hoje aquilo que te perseguem, e mesmo buscando correr, estás envolto em contradições; particulares; sociais; coletivas; culturais; tanto no espectro objetivo da existência em sociedade, como em aspectos subjetivos dos desejos e sonhos, de um jovem professor, tal como eu, que vos escrevo como seu discente, na posição daquele que não sabe para onde está indo; mas acredita que está no caminho... ser um constante aluno professor... tente isso. E leve seu discurso para prática. Mais calma. Mais calma. Descanse um pouco sempre que preciso for. Fique bem tranquilo, não é fácil e nunca será. Não se canse de se reinventar. Você mesmo me contou, que Paulo Freire falava, “somos seres inconclusos”. Não se sinta completo. Há em você uma falta, que compreende a impossibilidade de deter todas as respostas, até porquê, quem somos nós para dar respostas? Somos apenas mais um nesse movimento de ir e vir, ou de devir, do aposteriori e do apriori, das epistemologias, das metodologias, teorias, práticas, da dominação masculina, do racismo epistêmico, da feminilização da pobreza, da extrema desigualdade, das políticas públicas distorcidas da realidade, da criminalização do pobre, do preto, do favelado, da juventude que se entorpece, da falida guerra as drogas, do tráfico de seres humanos; do genocídio dos animais; da imposição cultural; da globalização e universalização do Europeu; da corrupção no futebol; nas relações familiares e políticas; na bestialização da mídia; da alienação cibernética... PROFESSOR LUCAS, COMO POSSO SONHAR EM SER FELIZ NESSE MUNDO QUE O SENHOR ME APRESENTA? COMO O SENHOR DIZ QUE ESTÁ FELIZ ME FALANDO TANTAS COISAS ASSIM?

Obs: Hoje conversei com meu pai por telefone durante 47 minutos (em tempos de Whatsapp e facebook hehehe), depois de 4 anos, e é bom dizer para as Jovens e os jovens, sempre falem com seus pais... e sempre acreditem em vocês também!!! Há de encontramos no diálogo geracional, dispositivos de conciliações entre ideias, expectativas e experiências, sempre na perspectiva do individual e do coletivo, mesmo na contradição de condicionamentos e desejos, há de termos diálogos que gerem encontros e não desencontros... o mundo já nos mostra isso e queremos combater, né verdade?!!!   
beijocas

Lucas Leal (eterno aluno do senhor)


Link para ver algumas cenas online do Cine-teatro 4 ladeiras e 70 degraus:

https://www.youtube.com/watch?v=4kHdfzDehmI&list=UUFXqWyV9_xYA5ES9HQf6rXw


Fanpage:

https://www.facebook.com/4ladeirase70degraus/?fref=ts





















sexta-feira, 16 de junho de 2017

Qual a sensação da vida?



Qual a sensação da vida?

Meu Pixo completando o cabelo de uma sereia, Unirio, junho de 2017. 



Qual a sensação da vida?

            Eu fiquei MUITO TEMPO ME PERGUNTANDO O QUE PODERIA FAZER, para ser de fato quem eu queria ser. Mas fui deixando a vida seguir o tempo e correndo atrás de ideais que nem sei explicar. Criei uma festa, um baile a fantasia, porque não conseguia curtir festas. E ainda não curto. E o Baile a Fantasia do Chapeleiro Maluco, passou a ser eu, ou quem as pessoas achavam que eu era, ou até eu, comecei a achar que era aquilo que era eu. Foram 7 bailes. Depois ainda fiz No mundo  Mágico de OZ. Se eu disser que me arrependi, estaria mentindo. Mas se me perguntarem como eu fiz, responderia: NÃO SEI.
            Mas, NESSA POSTAGEM, TAMBÉM não quero ficar reinventando a roda. Quem me conhece ou acompanha o blog, sabe sobre meu trabalho com o Baile citado.  Mas bem... o tempo foi passando... porra, eu sei que não estou velho, mas tenho tido outros interesses, inclusive adoraria ter uma última edição do Chapeleiro Maluco. Acredito que farei. Mas nesse instante. Reflito também sobre tantas outras coisas para fazer os eventos. As pessoas. As relações. As histórias... e fico pensando... será que eu não poderia ter feito tantas outras coisas, inclusive em artes? Será que eu não poderia ter tido mais calma? Será que eu não deveria ter feito ou dito muitas coisas? Ou até feito? Assim, eu me arrependo do que fiz e falei? NÃO SEI...
            Esse ano tenho conseguido fazer muitas coisas legais, e tenho muito que agradecer a deus, e quem sabe, pedir novamente desculpas para quem um dia se sentiu ofendido com meu trabalho ou forma de agir. A vida passa... a sensação de ter feito muita coisa e atropelado outras vem, mas, no fundo, eu sinto que sou uma pessoa muito boa e estou disponível para qualquer tipo de conversa amistosa sobre qualquer assunto. Isso faz de mim alguém tranquilo. E aprendi, ao longo da estrada da vida, a não dar conselhos... mas falo das minhas experiências (ou não) e sigo muito feliz hoje em dia, fazendo muitos amigos e me divertindo muito com todas e todos meus alunos na UFF. A vida tem me dado uma chance, e eu nem me questiono se vou aproveitar. ISSO EU SEI QUE VOU!!!

*Abaixo meu jornalzinho alternativo “Antes que o Sol Desponte” (Ed. Maio 2017) . São sempre 40 exemplares em papel reciclado, depois coloco no blog. Ainda tenho 1, agora é relíquia. Mas, posso fazer uma carta para você, só falar comigo.




























**Lembrando que a exposição/exibição/distribuição do Jornalzinho sempre ocorre em algum evento onde estou com meu cine-teatro 4 Ladeiras e 70 Degraus. Esta edição foi para a primeira edição do Bazar Atelier que ocorreu no Templo Glauber, Botafogo-RJ.

***Bem, do ponto de vista da criação cênica muita coisa avançou, e das edições online também. Mas, acredito que como apresentação teatral, a recepção foi menor do que a versão da Prática de Montagem III, inclusive porque inseri 15 minutos de eletrônico antes das músicas do Barba Ruiva (como podem ver na sequência clicando no link final da postagem abaixo). Eu gosto muito da versão que apresentei, mas entendo se o público não conseguir esperar "entender" (porque a cena teatral demora muito para chegar...tipo 30min... a versão seria para 50min.. em festival de performances como pretendo mandar acho que vai ser bem recebido). 


Ver divulgação do Evento:




4 Ladeiras e 70 Degraus compartilhou um link.
Publicado por Lucas Leal · 12 de maio · 
Gonzalez El Payaso já saiu de Montevideo e vai chegar 16:20, falando a história da banda que não existe SaulomBRA Sound System ... A partir de uma pesquisa não autobiográfica diretamente do Baile à Fantasia Chapeleiro Maluco, no país das maravilhas cla-UNIRIO - nosso amigo Uruguaio pegou carona com Low, interpretado pelo ator Lucas Leal - Artista e seguindo por tijolos amarelos, conheceram O Mundo Mágico de Oz com Kdu dos Anjos à procura de um Chapeu Roxo, achou um preto, perdeu ele, achou um marrom, perdeu ele... !!! A saga não parou por ai, e contando com uma direção coletiva, colaborativa, com imagens de: SP-SC-PR-RS-Uruguai-Argentina-Paraguai-Londrina-Pernambuco-Brasília-Bahia- ES-MG-MT-SE-Bolívia-Peru-Ecuador-Colômbia-Venezuela-BoaVista-Olinda-Recife-Rio de Janeiro... São João Del Rey... praças, ruas, ônibus, estradas, caronas, chapéus, tudo que ainda pode ou não ser divulgado na nossa Rádio Novela W W W Chapeleiro Maluco no Mundo Mágico de OZ estação 222.2 ! Uma produção da Koru Produtora cultural com direção geral de Lucas Leal Performan - Artista/Professor/ator/diretor ! Trata-se ainda de um happening/performance/circo/teatro/cinema ao vivo e online. Com fragmentos que podem ou não ser verdade, mas se trata de uma proposta cênico-performativa com base no teatro invisível-teatro do absurdo, materializada em formato de pesquisa acadêmica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (defendida 17/12/2015). Há controvérsias sobre a existência de qualquer persona, pessoa, personagem, palhaços expostos num filme escrito em 2004, filmado entre 2010-2016 com previsão de ser lançado fevereiro de 2019. Não há qualquer documento, ou autorização do uso de imagem e/ou áudio de qualquer envolvido. Trata-se ainda de um livro a ser lançado com dois títulos "Tentando ser artista em um espaço onde só estudamos outros artistas" ou ainda "Arte e crime" com intuito de NÃO SER LIDO.

*Adverte-se que a apresentação em formato de Cine-teatro tem duração entre 50min e 1h10 (à depender dos etílicos consumidos pelo público). Sim, indica-se uso de substâncias que permitam um estado de NÃO SER. Inclusive convida-se estarmos fantasiados... eu, que vos escrevo, ainda sou outros tantos personagens, 143, um deles Alice Maravilha e outros que talvez vocês ainda descubram que existem... quem sabe ao vivo? quem sabe online? Quem sabe entre um papo sobre Brócolis & Pasta de Amendoim: contos veganos ?

**Para qualquer dúvida que não se trata de uma pegadinha online, basta acessar nossa fanpage 4 Ladeiras e 70 Degraus lembrando que também elaboramos Livros em cartas viajamos com um Cine Circo Rua Fusca69 e damos palestras online através do projeto Formação Online para educadores do Século XXI e buscamos através dos contos de fadas, discutir arte e política, como por exemplo, os projetos Mulheres: Tem alguém mais livre do que eu? e a Série: A-MEM _ Contra o Domínio do ReiThor !!! Por fim, convido-os a investigar nossas imagens e rir de mim, que passei os últimos 13 anos tentando finalizar este filme que era para ser ao vivo, acabou se tornando ao vivo e online, e agora pode ser que vá para todas as telas de cinemas de rua, praças, casas de amigos e a minha própria, em Niterói ou onde vocês me chamarem. Que tal?

***quase esquecemos do nosso eterno Dj Eric Saeger e do Frederico Mágico de Manjericão ; Steven Gonzalez; Brown Positive Vibration entre centenas de artistas e parceiros que colaboraram com essa grande loucura...

***Eu falei, que um dia o filme sem fim acabaria...

bjocas

Lucas Leal (filho de Graças Leal) - 9 letras, pisciano, que escreve para o blog:

Link para ver cenas do filme online:





segunda-feira, 10 de abril de 2017

Segunda 10_04 e vou tentar escrever algo sobre viver...




 Eu com a camisa do Sport, na Copa FFP-Uerj 2015 (o time é composto por ex-alunos e se chama Rota, em referência a um movimento de ocupação espacial. Fomos campeões nessa edição)


         
Esquentei o almoço. O dia ainda não tinha saído plenamente, como agora. O sol toma conta da varanda, e aqui da janela do quarto, sinto muitas energias boas entrando. Eu acordei faz um pouco, com a sensação de estar cumprindo com todas as minhas aspirações. É um bom sentimento. Recordando as obrigações que tenho para cada semana, fiz até um pouco mais. Planejar e assumir responsabilidades são importantes para minhas atividades profissionais. Mas, como é um campo que além da cientificidade exige também um pouco de compreensão subjetiva da existência, nunca vou considerar como “acabado”. É um processo de construção, que, tomando como base meu capital cultural, se pretende em coletivo, redimensionar as questões. Nunca saberei em que aspecto o outro, ou os outros, os alunos, futuros cientistas, irão pensar. Prever o pensar não faz parte da ciência. Mas, quando planejo e apresento uma visão, imagino alguns pontos específicos para cada elemento discutido. No entanto, ratifico, não há como definir os caminhos subjetivos das interpretações. E por isso, a cada semana, além das atividades que me são passadas como discente no doutorado, preciso também pensar estratégias para trabalhar os conceitos de cada curso que preparei para os graduandos. E eu estava sentindo falta disso. Movimento. Transições. Incertezas. Paradigmas. Propostas. A sala de aula em todas as suas infinitas possibilidades, me permite repensar. E como não repensar se considero que estamos em movimento? Movimentar... mas que tipo de movimento?  Meu movimento tem sido um esforço de entender-me, dentro desse processo histórico que independe de mim, e que vem de um longo processo que independe de todos nós. Mas, este mesmo processo que nos mostra o quão tudo é maior, nos trouxe possibilidades de juntos, sermos melhores. Tem momentos que vamos discordar. Tem pontos que realmente, não haverá um entendimento único. Dentro da minha dinâmica de vida, em determinados momentos, fui simplesmente “eu” o tempo inteiro, compreendendo que “todos me entenderiam, simplesmente porque eu me entendia”. Um erro? Ainda não sei. Mas foi sendo “eu” que consegui entender um pouco melhor o outro. Ainda que em muitos momentos eu de fato não aceite, quando me distanciado da situação, percebo a complexidade do acontecimento. E me ponho no lugar de entendimento da coisa, mesmo que ainda pense que agiria diferente. O controle de cada instante, não é calculável. Mas sorrir, de cada situação, e pensar que você pode entender melhor, me faz bem. Acho que é isso que quero escrever agora. Será possível mudar o que pensamos sobre o que já aconteceu? Para mim, é um desafio diário, e, muitas coisas acredito que foram mais importantes do que eu percebi no instante que se dava, e outras, não vão fazer diferença de agora para frente. O tempo...


*em breve postarei meu novo projeto de Doutorado. Vai ter uma pegada de cinema, gênero, mulheres negras. Ainda estou montando tudo...

bjocas

Lucas Leal


segunda-feira, 20 de março de 2017

Será que eu assistiria a minhas aulas? Meus planos de 2017.1


  Na foto: Turma "Historiadores a contrapelo" Unicap 2007.1 (completando 10 anos ). Faltam alunos.



            Estive esses dias refletindo meu trabalho, minha existência, formas, formatos, questões, possibilidades, estratégias, ações, limites, intenções... porque precisava entender coisas para estar preparado novamente para lecionar no ensino superior. Sai 2014.2 da FFP-UERJ, e agora, 2017.1, inicio na UFF-Pádua. Vai ser um desafio enorme. Estou pronto? Espero que sim... e foi pensando nisso que tentei conversar com poucas pessoas sobre isso (minhas dúvidas). Até fiz uma pergunta online no facebook: Você docente, assistiria sua própria aula? É essa minha dúvida... será que vou fazer com que as pessoas queiram me assistir? Bem... foi pensando nisso que comecei meus planos de aulas, desde 23/02, quando entrei oficialmente como docente na UFF e recebi as disciplinas do semestre. Claro que é um risco enorme programar as aulas sem conhecer os alunos, como também é um risco enorme colocar os planos de aulas online. Viver é um risco. Teriam muitos outros caminhos para cada disciplina, e acredito que ao longo dos debates cada curso vai se moldando. Meu desafio foi construir um caminho em que eu, como docente, me sentisse pronto para mediar as questões, e claro, pensando em levar da melhor forma possível aquilo que acredito ser fundamental no campo específico que estaremos atuando (o que efetivamente só ocorre durante o semestre). Eu não queria entrar em sala, sem saber se eu mesmo assistiria a minhas aulas – como também tenho plena consciência que exista uma linha mínima para conduzir cada curso, e que nem tudo é definido pelo docente, mas sim pelo campo de atuação. Ex: algumas políticas que vamos trabalhar, elas independem do Lucas, ou de cada aluno, e vamos estudar os processos de surgimento dessas políticas – dessa forma, encontraremos o “por quê?” de estudarmos a questão. Como vamos chegar às respostas objetivas de cada curso? Através de uma estrutura acadêmica, que eu tive oportunidade de estabelecer ao longo da minha formação e pelas determinações do departamento que faço parte. Todo educador deve saber que não é fácil escolher o caminho do curso, e que há “clássicos” e “novidades” em todas as áreas – acredito que na Universidade – meu papel será mediar essas possibilidades de entendimentos... dentro da possibilidade de especificidade de cada curso em que eu estiver coordenando.  Em resumo, fiz alguns planos de aulas e convido todas e todos a dar uma olhada e ir curtindo aos poucos comigo... muita coisa pode mudar, principalmente as datas de cada texto/tema, até porque surgem atividades durante o semestre e isso é sempre uma negociação. Em determinados períodos eu já adotei esquematizar por temas e textos, sem determinar as datas... dessa vez vou pelas datas, por conta de estar com muitas atividades, penso que fico “mais organizado” assim.  

Abaixo Link dos eventos (com a data de encerramento da disciplina), na descrição do evento tem o planejamento do curso:

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO INCLUSIVA (Quartas de 16h as 18h)
Evento da turma: 
https://www.facebook.com/events/1852594955005198/

DISCIPLINA: METODOLOGIA DE ESTUDO E PESQUISA (Quartas de 18h as 20h)
Evento da turma: 
https://www.facebook.com/events/400652460293505/

DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO III (Turma B - Quartas e Quintas de 20h as 22h)

DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO III (Turma A- Quintas e sextas de 07h as 09h)
Evento da turma: https://www.facebook.com/events/1449978721700967/

DISCIPLINA: MOVIMENTOS SOCIAIS e EDUCAÇÃO POPULAR NO BRASIL (Quintas 09h as 13h)
https://www.facebook.com/events/213106362509420/

Para ter acesso aos textos:
1- entrar no grupo: Grupo no face: https://www.facebook.com/groups/1143804699015178/
2- Solicitar por email: lucaslealhistoria@gmail.com














quinta-feira, 9 de março de 2017

31 anos, mudei muito. Parabéns para mainha...



Minhas amoras... Mainha, Mel (xodozin, me lambendo) e kikinha no meu colo... Nas fotos, meu irmão Pablo com vovis e eu dançando maracatu. 



                Tenho lido alguns pensamentos de uma pessoa na internet, e até falei para ela quase agora, “engraçado, porque as coisas que você escreve e questiona eu já pensei um dia”. Faz parte do processo. Coloco isso porque eu estou me questionando desde o meu aniversário de 31 anos, o quanto eu tinha vontade de falar, fazer, viver. Eu fui fazendo, vivendo.  E não acho que pedi tempo em nada. Não fiquei “panguando”, sem estudar, sem trabalhar, nem também considero que alcancei tudo. Ontem tive primeira reunião na UFF, no departamento que está me recebendo muito bem como docente. Eu quero muito, nessa oportunidade, ter momentos grandes, de descobertas, de perceber alegria nos alunos em cada encontro comigo. Espero fazer companheiros de trabalhos, de sonhos, de trocas e de mudanças... vou levar tudo que tenho de bom, sem esperar nada em troca. Eu só quero mostrar um pouco de como penso e de como as pessoas podem pensar, através das ciências, e compreender possibilidades distintas das que nos são impostas. Podemos sempre mais. Fiz algumas viagens, e para ser honesto com vocês, eu viveria só viajando... um pouco em cada lugar... porque em cada lugar posso aprender mais e mais.. e fico feliz em estar em qualquer lugar... jaja, para construir minha tese, terei que viajar... eu nem acho que esse lance de Universidade é o mais importante, foi algo que  foi aparecendo... gosto de ler, de escrever... de falar... mas percebo dificuldades na comunicação – do dia a dia... do convívio... as relações...  e sinceramente, eu realmente me arrependo de muitaaaaaaaaaaaaaaa coisa. Quando falo que “não panguei”, por um lado, as vezes, eu sinto que poderia ter sido tudo diferente. A Cecília Dassi até publicou algo sobre isso, que não adianta se lamentar do que passou e ficar pensando que poderia fazer diferente. Esses acontecimentos são suas experiências. Fizeram quem você é hoje. Para mim, está muito mais do que claro que muitos momentos eu somente precisava ter olhado a situação,  e me calado. Tanto escrevi sobre a importância do silêncio. Vira e mexe percebo-me falante novamente. Mas, mais do que falar, eu preciso ouvir... preciso ouvir o que as pessoas querem falar, sem necessariamente concordar – tampouco sem necessidade de discordar. Posso simplesmente ouvir. Escrevendo parece mais fácil. No entanto, estou querendo dizer, que naqueles momentos que ficamos nervosos, ou decepcionados, não são quem somos de verdade – e não há nada, nem ninguém, que mereça que você perca essa paz. Podemos ficar tristes, cansados, ver que algo não deu certo... Muita gente, desde sempre, me apontava como “errado”, e eu lutei, para conseguir entender... até que entendi. E aceitei. Eu realmente poderia ter sido outra pessoa em muitos momentos. Agora, tirando este blog, e uns grupos de veganos no facebook, evito comentar qualquer coisa sem pensar direito (até em sala de aula), sem ser comentário fora das teorias debatidas – ou que possa causar desconforto. Apontamentos e exemplos, são muitos. São muitos temas. Eu conheci muita gente. Ainda vivo conhecendo gente. Cada vez mais gente. E é preciso estabelecer um parâmetro de mim mesmo diante disso tudo. Viver, ser eu, ser quem querem que eu seja, ser qualquer pessoa, menos a que eu não quero ser. Como disse no começo, hoje só quero que a cada encontro meus alunos queiram me encontrar e estejam alegres pelo encontro – pelo máximo que estudar seja um saco. Eu vou tentar fazer o meu melhor para que eles gostem do que estivermos conversando em sala.

*Escrevi o texto 07/03, mas resolvi postar somente hoje, dia 09/03, porque é o niver de mainha. Como as postagens aqui tem muitas visualizações, fico feliz de vocês transmitirem toda energia positiva para dona Maria das Graças Magalhães Leal – mainha. J

**Eu tenho muitos objetivos na vida ainda – um pouco menos de pressa... mas, muita coisa que eu ainda quero fazer é para ver minha mãe feliz. As famílias são um mistério – e sobre as relações e situações – lembram? Algumas acontecem para nos mostrar pouco a pouco o que devemos seguir... eu consegui encontrar, em 31 anos, um pouco do que me faz ser alguém melhor... os estudos, o ensino... reflexões diárias sobre meus conceitos e posicionamentos.. isso me faz ser alguém melhor... e aprendi isso com minha mãe. Ela sempre me valorizou e me deu forças quando eu realmente estava sem saber se as coisas iriam ficar legais. Nada na vida é fácil, e eu reconstruo minha história “a contrapelo”... tento sempre reconstruir... mudar, desviar, calar, ouvir, conviver melhor... tudo isso é muito importante para estarmos melhor com a vida... e minha mãe, por tudo que viveu, mostrou para mim como é importante você cumprir com suas palavras... graças ao bom deus, tudo se encaminhou da melhor forma na minha vida, e tenho toda certeza que melhores coisas vão acontecer, porque estou cada vez mais motivado para tudo ser melhor...

Dia das mães ano passado fiz uma musiquinha para ela.. esse ano resolvi somente desejar o melhor... ela sabe tudo de bom que tenho tentado fazer para nossas vidas. Mainha.. bjoocass

link da música dia das mães:

http://nemculturanemnepotismo.blogspot.com.br/2016/05/uma-musica-para-minha-mae.html



Beijocas

Lucas Leal 


domingo, 26 de fevereiro de 2017

22:40 ou 23:30 Um mistério... meus 31 anos!


22:40 ou 23:30 Um mistério... meus 31 anos!       
        
Por: Lucas Leal


         Quero começar esse texto agradecendo Deus e todas e todos que nesse último mês me deram forças. 
               
                Dia 26/01/2017, escrevi um texto para este blog, iria publicar e pensei deixar para ser o texto dos meus 31 anos.
                Ao longo do mês escrevi pequenos outros textos com o mesmo objetivo.
                Também fiz poesias, não com esse objetivo, inclusive uma, fiz na hora direto no papel de carta (*ver foto no fim da postagem).
                Nada do que escrevi com o objetivo de ser a postagem de hoje, faz sentido hoje para mim. Isso mostra o quanto podemos ver diferente as coisas.
                Essa vai ser uma postagem curta.
                Sem fotos sensuais.
                Sem texto reflexivo.
                Sem passagem bíblica.
                Só dizer o quanto tenho estado bem pensando que tudo na minha vida deu certo e eu sou grato por todo caminho que percorri até aqui. Quantas pessoas eu poderia citar nessa postagem? Seriam infinitos nomes... são tantas pessoas, sorrisos, ideias, sonhos, realizações, desejos, vontades, sentimentos, situações... uma complexa existência, que no fim, se hoje fosse um fim, eu diria, OBRIGADO!

OBs: Quase ia esquecendo. Para os afixurados dos signos, não temos certeza, há controvérsias sobre a hora do nascimento. 22:40 ou 23:30 ? E outra... Nasci em Recife-PE, mas no outro dia estava em Olinda, nascido, criado, na praia de Casa Caiada. Então, o que importa dizer, é que sou PEIXES PEIXES (uma vez fiz o mapa e deu isso ai kkkk <3 <3 <3 AMO VCS DOS SIGNOS... MAS PODEM ME CHAMAR DE LUCAS LEAL, 9 LETRAS, PROFESSOR, ATOR, MIÇANGAS E POESIAS NAS PRAÇAS hauahuahuahuahuahuahuauahua <3 <3 <3  BJOOOCAS)

LINK DO MEU BOLO DE ANIVERSÁRIO:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1382975068443668&id=1092586750815836&pnref=story



***<3 <3 <3 





sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

gÊNERO_mASCULINIDADE_fEMINISMOS


ESTUDO DE GÊNERO: POR QUE MINHA MASCULINIDADE GEROU INTERESSE EM PESQUISAR SOBRE AS MULHERES?

Eu e o ator Diego Guerra nas filmagens do curta "Carnaval Cataclismo" (2015, não sei o fim que teve rsrsrs)




Comecei esse texto 21/12/2016  querendo pensar meu objeto de tese e vou tentar fazer dele o meu adeus 2016 e feliz 2017!!!       
Boa leitura...

Inicialmente, ao propor tese de doutorado em Política Social, tracei objetivo de estar sendo capacitado em avaliação de políticas sociais, strictu sensu, com modelos bem estabelecidos; como também, expandir conceitos sobre subjetividades de gênero, especificamente questões feministas, para compreender políticas públicas específicas para mulheres e a interferência do Estado na reprodução feminina. Como pano de fundo, selecionei uma política nacional que se dedica encontrar estratégias para universalizar as necessidades para saúde integral das mulheres.
Entretanto, pondo-me desde o começo da pesquisa, como sujeito masculino, indaguei-me sobre a possibilidade ou não de estar preparado para tal desafio. Importando-me somente com aspectos sociológicos e históricos da questão, sim, devo estar capacitado para compreender qualquer questão política social.
Mas, em mim, estabeleceu-se, ainda que de forma inicial, entender o interesse da pesquisa pelos homens, pela minha masculinidade, para ai sim conseguir compreender melhor as mulheres. Ora, sendo eu pesquisador homem, tenho entranhas e fundos do poço, que talvez não mexesse, se o desafio de ser social não fosse o mesmo desafio de ser honesto comigo mesmo. Por isso, decidi tentar rever muita coisa... e é um desafio...
Minha particular existência, mesmo que breve, jovem, um adulto de 30 anos, plural, multidisciplinar, que transbordou ideias subjetivas, querendo ser, e por alguns instantes, esquecendo o outro, ou as necessidades do outro, DAS OUTRAS. Da outra... das namoradas que tive. Ser homem, não é PEGAR todo mundo. Ser homem, no meu caso hoje, é dizer para todas as pessoas que conhece, que infelizmente, não está com tempo de ter um relacionamento tradicional, e, portanto, vamos nos conhecendo... cada qual entende como quer... se ela quiser ficar comigo e eu também, ficaremos... se eu me apaixonar vou falar. Se quiser casar também... mas nunca vou dizer o que a moça deve ou não fazer. Se ela pressupuser que eu deva encontrar outras pessoas e quiser fazer o mesmo, eu não posso me importar, uma vez que o outro, quando falando do seu corpo, desejo, vontade, amorosa e sexual, não me deve satisfações.
Já usei outras vezes aqui no blog a linguagem corrida, de um texto longo, com várias coisas densas para pensar (até separei em parágrafos esse rsrsrs). É para manter um ritmo frenético de pensamentos mesmo. Sobre o tema, já sonhei muito em ter uma moça ao meu lado, filho, casar e ter uma casa... essas coisas... queria tudo cedo e rápido... mas fui focando no outro lado, o profissional, que me daria base econômica, para o sustento social e portanto estabilidade emocional... sim, sou aquele classe média assalariado, que queria um emprego e uma casa. Mas, atualmente, vivo de bolsas e salários baixos, fruto da desvalorização do trabalho intelectual.
Engraçado pensar que eu, um maluco com origem toda no mundo dos esportes (parte do pai e amigos) tenha de fato sobrevivido socialmente me engajando e especializando no lado político social artístico e afetivo (influência da família da minha mãe, com minha avó e mais 6 tias, não conheci meu avó). 
Uso a palavra engraçado porque só escrevendo este texto estou me dando conta disto. Eu havia refletido sobre a profissão (grande parte das tias é ligada as atividades docentes). Mas, como nunca tinha pensado em escrever sobre masculinidade, e, de certa forma, pouco havia discutido sobre gênero feminino, exceto artigo 2011, mas o foco maior era o uso do cinema na educação de jovens e adultos, embora tenha utilizado como filme/tema gerador o filme “As Garotas”, que trata de um relacionamento entre duas meninas adolescentes. O tema é muito importante para o trabalho docente, mas foi a única coisa que escrevi que se aproxima do tema de tese.
Quando pesquisei favela, cultura popular, desigualdade social, sempre foi muito mais pela necessidade de entender as relações sociais, as coisas que me incomodavam, e por fim, aquilo que vi no filme Cidade de Deus (em 2002). Era mais uma relação minha com a arte, com a vida, e com meu desejo de entender porque vivemos com disparidades de ocupação humana em relação aos “bens materiais”. A porra da desigualdade me irritava e irrita muito ainda.
Quando comecei a pesquisar para no projeto de tese, tive aqueles estímulos que falei  o primeiro parágrafo do texto... mas refletindo muito... muitooooooo... certamente minhas relações sociais com as moças me fez pensar que seria muito interessante pesquisar o tema. Eu não posso alisar minha cabeça. Errei muito quando adolescente, quando jovem, e como jovem-adulto. Até compreender que de fato eu errava, foi e é um processo diário de autorreflexão. Vira e mexe você vai a uma festa, acha que a moça se interessou e na verdade ela só quer dançar. NÃO É NÃO... você deve se retirar e NUNCA INSISTIR. É fácil? 
Muitos seres humanos gostam de desafios, eu sou um deles. Mas não podemos reproduzir essa cultura... poxa, se a moça me disser um não, ou até me empurra na primeira aproximação (o que demoro para fazer, sou enrolado)... eu DEVO IR EMBORA. É isso. E pequenas outras coisas... e fui percebendo que ser homem não é olhar para as moças o tempo todo se achar ela bonita (eventualmente cruzamos com pessoas na rua... normal...) e muito menos soltar piadinhas... sem falar nas moças que são seguidas, assediadas, molestadas, tocadas, estupradas e finalmente mortas.
NÃO, EU NÃO PODERIA, DEPOIS DE ENTENDER AS MOÇAS UM POUCO MELHOR, ACHAR NORMAL O CARA ASSEDIAR TODAS AS MULHERES QUE CRUZA NA RUA.  Acredito que há vários tipos de pessoas nesse mundo e que eu estou no meu processo.  Mesmo que ainda muito tensionado pela pressão social e pelas responsabilidades acadêmicas, não posso esconder-me na máscara da juventude que pode tudo, ou na falácia do “todo homem faz isso”... nem aceitar que moças sejam obrigadas a reproduzir machismo para se sentirem aceitas.
Também não posso admitir que alguns discursos feministas que ofendem os homens e que hoje não me ofendo porque entendo a mensagem, é o melhor caminho (editando: mas tipo assim, foda-se o que eu acho, não sou menina/mulher, não posso nem imaginar as coisas que elas passam para utilizar determinados termos quando se referem aos meninos escrotos... é isso, nunca vou saber como é... rsrsrs).  Eu digo isso porque realmente os homens, e eu, fomos muito mal educados por nós... pelo máximo que minha mãe e tias tenham  ensinado coisas diferentes... que eu não tenha tido referência de homem sem ser marido de alguma tia... e isso talvez influencie de eu nunca ter ido ao puteiro obrigado aos 14 anos (e nunca tive interesse em ir até hoje)... ou seja, minha experiência de masculinidade também não é como muita gente tem ideia... não é porque me interesso somente por moças e claro tenho atração as vezes por determinado padrão, ora por outro... mas que no fundo há moças que me atraem mais e outras menos que eu não posso ser sensível as moças...
...cada vez mais sou sensível e me silencio nas questões específicas sobre FEMINISMOS, que para mim é diferente de questões sobre as mulheres... mesmo que estudando o feminismo para entender políticas para mulheres, pois sim, o feminismo foi e é muito importante para ações públicas que dão voz as mulheres e outras batalhas das minorias sociais. Falo feminismos, porque dentro de uma estrutura acadêmica, ou até do dia a dia da batalha feminista, há categorias que separam em “vertentes feministas”... há também o que chamam de “ondas do feminismos”, que tem muito a ver com os tempos históricos e as correlatas questões debatidas em cada contexto (o que pouco influiu em minha formação humana específica, exceto a atuação sindicalista da minha mãe nas décadas de 1980,1990 e anos 2000).
Esse é um texto para que eu repense minha forma de tratar as moças e claro, qualquer pessoa que eu conhecer. Há muita gente diferente de mim por ai, não posso querer que todo mundo concorde comigo. Eu tenho milhões de defeitos, mas, de certo, mesmo sendo filho das entranhas sociais do machismo exacerbado, estou tentando... mesmo acreditando que posso muito mais, escrever esse texto é também convocar outros amigos meninos/homens a repensarem suas masculinidades. Velho, às vezes podemos simplesmente olhar e curtir a vida e parar de objetificar as pessoas, ou hiper sexualizar a existência... sexo é bom, amor também. Amor é bom, sexo também. Não é disso que estou falando. É de ser escroto mesmo. Você meu amigo Homem, que adora provar sua masculinidade, como eu, porque não VIRA HOMEM E SE ASSUME COMO MACHISTA?
Assuma-se como eu estou tentando me assumir... só assim poderemos combater isso, que está EM CADA HOMEM DA NOSSA SOCIEDADE. Se você é homem e pai de uma moça, vai de fato ver algumas coisas de outra forma, né verdade? Com sua mocinha não pode fazer o que você e eu já fizemos com muitas moças? Uma coisa é consenso, outra coisa é ser ESCROTO. Forjar situações, forçar desentendimentos, trair, assediar, humilhar, tocar sem ter permissão, olhar demais sem ser chamado, ou qualquer outra coisa que as moças NÃO QUEIRAM. Não é não cara. E fazer merda não é legal, todo ser humano mais ou menos educado, ou seja, leitor do meu blog vai saber o que é fazer merda com o outro. Sim, vocês e eu somos uma elite cultural, que sabe ler, escrever e tem acesso as redes virtuais e acesso a este blog pouco conhecido. Sim, mesmo que a gente não queira assumir, somos elites. Uma elite com poder de mudar as coisas. Que tal?
Pensando nessa última questão, eu compreendi que sou a imagem máxima do opressor... moço, que se interessa por moças, com tonalidade de pele clara, olhos claros e cabelo com fios estirados, ensino superior (no doutorado), nascido de família de classe média católica de uma cidade metrópole de um Estado tradicional do Nordeste Brasileiro. Sim, eu tive e tenho toda imagem “clássica” do topo dos privilegiados, mesmo consciente que isso não resulte especificamente em privilégio econômico (e de fato não...). Consciente disso tudo e do já exposto desejo que em 2017, geral pare de encher o saco das feministas, das mulheres, das pessoas com orientações sexuais não normativas... e por ai vai... que a gente tente mudar esse mundo para melhor... e que oprimir não signifique se libertar...


Para se libertar oprimindo, nem me chama... se precisar de ajuda para uma luta social estamos ai, e que o discurso seja desconstruir para construir, e nunca destruir para nos impor...


... Esse ano foi uma loucura...  na vida particular/profissional, eu fui do inferno ao céu... sai do RJ 22/12/2015, sem emprego,  com o semestre por finalizar, mas com a defesa de monografia em artes cênicas assegurada. Cheguei em Olinda-PE sem saber o que seria da minha vida, fui selecionado para professor de História no Cabo de Santo Agostinho, e, pelo máximo que eu curta lecionar e tenha curtido a experiência no Cabo, não era o que eu vinha buscando para minha vida... Então, tentei pela terceira vez o mesmo programa de Doutorado, mudei de pesquisa (antes com favela e tecnologia, passei pesquisar políticas para as mulheres...), comecei uma nova jornada, cai em Santa Rosa, Niterói-RJ, sem conhecer nada da cidade... vida vai, vida vem, consegui alugar apzinho, bolsa do doutorado saiu,  e isso já parecia formidável demais para o que eu previ para 2016, a partir do que rolou em 2015. 
Estava grato demais, ai veio a greve, tristeza, melancolia, chateações, sentimento de perdido e aprisionado... vi um concurso de substituto, estudei, passei, e 2017 parece que vou ter muito trabalho pela frente. Continuo precisando rever minha masculinidade, minhas atitudes sociais, e meu compromisso com a área que escolhi para trabalhar, ensino-pesquisa-extensão universitária. Esse ano foi uma loucura, quando pensei que tudo ia dar errado, deu tudo certo. E para coroar meu ano, fui assaltado vindo de São Gonçalo para Niterói, de Bike, 3h da madrugada. Eu pedi? Não... não pedi... a sociedade, o sistema, as desigualdades... nós sabemos quem são os inimigos? Eu sei que o cara que me assaltou não é meu inimigo, nem eu o dele... e seguimos... ele com meu celular... e eu? Eu sigo tentando aceitar que em alguns momentos coisas “ruins” podem acontecer... no mais... agradecer dele não ter levado minha bolsa com documentos e chaves de casa... e de não de ter levado a bike...

*aceitando doação de celular, só posso comprar quando Pezão resolver me pagar Setembro,outubro,novembro e dezembro.

link de homologação do concurso que citei:


Obs: eu sei o que algumas passagens do texto podem parecer confusas... Abaixo alguns passos que pretendo dar na pesquisa... aceito ajuda!!  O desafio é enorme, é constante, é no dia a dia... 


bjocas,

Lucas Leal


Parte 1. Estudos de gênero: A importância do feminismo na sociedade

Parte 2. Breve Revisão bibliográfica: Alguns estudos feministas
- Fui indicado estudar feminismo negro.

Parte 3. por que todo Homem deve estudar feminismo?

Considerações.

Referências.