terça-feira, 22 de agosto de 2017

Não sei se são egos inflamados, desinteresse na minha pessoa... mas não existe o amor idealizado! Ame sua família e amigos!!

(14_08_2017 e 22/08)



                Sou pisciano e cada vez mais convencido que amo demais... que me iludo demais... que também sou carente demais... que idealizei coisas que não existem, pois, dependem dos outros. Tudo foge do nosso controle em algum momento da existência, mas, aquilo que sou e que tenho dentro de mim, a bondade que meu deus colocou, isso não vou deixar se apagar. Não vou me perder nesse meio de perdidos. Sei das qualidades e das coisas boas que faço e que penso; das que já fiz e das que ainda pretendo fazer. Isso ninguém vai tirar de mim. E acho que só descobri tudo isso depois de conseguir juntar vários quebra-cabeças; até com peças que pareciam ser impossíveis de se achar. Sou de uma família moderna. Meu pai tem dois filhos e uma filha com sua primeira companheira; minha mãe tem um filho mais velho de outro relacionamento; meu pai ainda teve outra moça depois de mim, de um terceiro relacionamento; e minha mãe teve outro relacionamento (casamento na Igreja e tudo) sem filhos. Eu sou filho único da minha mãe (64) com meu pai (65). Fisicamente parecido com ela, e com ele (que se parecem); e sou culturalmente e educacionalmente uma mistura deles. Uma coisa de um, outra de outro, embora eu questione e discorde de muitas coisas deles. Mas, são meus pais e eu devo tudo aos dois, que, apesar dos pesares, são os únicos que atendem minhas ligações; que respondem meus whatsapps, que abrem suas casas para mim. Moramos cerca de 2300km de distância, temos milhões de histórias, de famílias, irmãos, sobrinhos, dos netos deles... mas, juntar eu e meu irmão Pablo (36) com seus filhos, na casa de mainha, abrir os botões que a gente brincava com nosso primo Guga (34) (eu fiquei com os botões de futebol dos dois...); conversar da vida e sem interferências nas individualidades; foi um presente de deus em minha vida. Meu irmão tem dois filhos. Tonton (5) e Leleco (2). Vimos-nos; brincamos; tiramos fotos; e cada um vai seguir sua vida. Domingo (dia dos pais) foi o dia de painho, acho que ele mereceu. Consegui fazer Haroldo (42) vir, o mais velho, que não via desde 2007, que trouxe Gabriel, seu filho de 18 anos. Eu convidei Arthur (21) e Lucas Miguel (filho mais velho de Haroldo, já com seu filho de 3 aninhos, lindeza). Rafa (34), meu irmão do meio trouxe Maria Luiza (7 ?), sua filha inteligentérrima (pedi aula de inglês para ela). Yohanna (39), minha irmã mais velha não levou Vitinho (18), pois estava com o pai na Ilha do Retiro (para onde fomos depois); e Mariana, minha irmã caçula (21), finalmente estava lá, não como uma criança como sempre a vi, agora como mulher, já formada em Universidade. Ainda teve festinha de prima, filha da irmã da minha mãe, que é minha vizinha... e vieram primos, tios, tias, agregados... blablabla... isso é tudo muito particular e ao mesmo tempo é geral. Vocês todos, caros leitores, tiveram pai, mãe, amigos, passados... todos nós tivemos problemas; dúvidas, questionamentos, insatisfações, frustrações...  eu tive várias nessa viagem (que é a minha existência). Eu tive várias hoje. Nunca acordo satisfeito com o que tenho e sou. Quero sempre mais. Quero acordar mais feliz. Mais animado... mais esperançoso... quero acordar mais alegre, com mais vontade de seguir... e seguir... são 22 endereços no RJ, e se vão 8 anos... além disso, pouco antes de ir, também precisei focar em meu processo de vida. Eu estou farto de “cabelo longo = hippie doidão” e “cabelo curto = playboy”!!! Estou cansado do local que moro ou das roupas que uso significarem mais do que o meu coração. Eu amo as pessoas. Eu amo a vida. E quem me ama, já sabe que estou farto disso; e estão procurando me respeitar. Não que eu seja intolerante, pelo contrário... quase me arrependi da última postagem, mas preferi deixar. Não quero conflitos. Não quero as pessoas vindo me dizer que eu sou isso ou aquilo, principalmente porque eu não sou. O que te custa falar comigo e perguntar como estou? Olhar meu cabelo e foda-se como ele estiver, só me pergunta se estou bem... e se você não tem tempo ou não tem vontade de me ver, não fica tentando articular... manda uma mensagem carinhosa e pede para que eu seja feliz. É um pouco do que desejo para vocês... não briguem à toa comigo, muito menos com os familiares de vocês. Na dúvida, respire e se afaste... Eu nunca tive dúvidas sobre minha necessidade de sair de Olinda, e não me arrependo. Quando tive dúvidas do RJ, me afastei... agora estou cada vez mais lá. Tenho 3 anos de doutorado pela frente, e coloquei outras metas. Eu não posso dizer que irei conseguir... só que de fato meu desejo é não voltar pelo menos por uns 10 anos em Olinda. Dessa vez sem mágoas de ninguém no meu coração. Aos que infelizmente a vida nos afastou, eu realmente desejo que sigam seus caminhos da melhor forma possível, e tenho certeza que eles estão bem melhor do que eu. De todos os amigos e amigas que já tive, alguns a vida me afastou, e outros a vida me pede para deixar fluir... mas ninguém de Olinda merece que eu tenha qualquer sentimento ruim. Acredito que as coisas da vida são um processo. Eu amei demais e por muito tempo me senti amado pra cacete. Hoje não quero mais isso. Só quero tranquilidade, respeito e muita paz na vida de cada um. Muitos amigos (e pessoas que foram amigas) estão com filhos e filhas... e são dádivas de deus. Eu ainda não fui abençoado e neste momento é uma coisa que vou precisar trabalhar em minha vida para encaixar em algum momento. Se eu não tiver tempo para isso; ou o destino não me reservar este presente; quero ser aquele tiozinho que mora no RJ e todo mundo pode chegar na casa para passar um tempo de férias. Ou onde eu estiver morando. Quero ser aquela pessoa que faz a UNIÃO. Família não escolhemos, e neste meio, eu inclui muitos amigos. Muitos me ajudaram muito, e todos que um dia fizeram algo por mim, sabem que minha casa estará sempre aberta. Eu agora quero ver meus sobrinhos, primos... primas... essa galera toda... ficando bem e feliz, como eu me sinto. Completo nunca estaremos... mas estou em paz, e queria somente agradecer deus por ter segurado na minha mão nos momentos em que eu o chamei. Hoje, mesmo sendo professor, sei dos meus limites, das falhas, das inseguranças, e tenho tentado a cada instante controlar meus sentimentos. Nem tudo deve ser dito. Nem tudo deve ser tão importante quanto nossa tranquilidade. Se um dia eu te ofendi, ou não te tratei bem, certamente eu fiquei muito mais triste do que você. Aceitar críticas é meu desafio. Como professor e artista, estou exposto as interpretações. E de fato eu tentei um contra fluxo nas minhas atividades; buscando mesmo romper com as ordens pré-estabelecidas, inclusive nesses meios ditos “abertos ao diferente” (toda relação social tem uma forma que vai se estabelecendo). Em todo canto sou rotulado de alguma coisa. O silêncio se faz necessário. O escutar, mais ainda. E quando não consigo, converso com deus e peço desculpas por mais uma vez não ter conseguido exercitar a paz no coração. Seguirei tentando até os últimos dias... que as pessoas que magoei um dia me desculpem e que eu de agora para frente consiga evoluir mais e mais; e plantar o bem... fazer coisas boas... atrair amor e não discórdias. Que minha carência e insegurança não afetem minhas atividades profissionais. Eu curto ser solitário e curto ter amigos. Eu curto ficar sozinho e curto encontrar pessoas. Contraditório e inconstante. Não gosto de marcar. Que deus me dê forças dos 31 para os 41... que ele guarde e olhe pelos meus... que ele segure a mão da minha mãe e toque em seu coração, pedindo-lhe paz... que olhe por meu pai e toque em sua alma, e diga que tudo vai ficar bem. Que deus segure minha mão e me leve para onde ele acha que eu deva ir... que ele me dê tudo que eu mereça. E que eu aceite cada segundo dos acontecimentos que estão guardados para minha vida. Que ele me guie para caminhos do bem e que me atraia pessoas dispostas a me entender. Que eu aceite o mundo e as pessoas e com elas tente ser uma ponte para melhores coisas da vida. Que o mundo me aceite mais e que eu transborde menos. Que saiba o limite necessário para cada situação. E que as provações de deus me façam crescer. Que me puxem para cima e para perto dele cada vez mais. Que o RJ me receba novamente e renovado, praticamente zerado, quero mais e mais e mais... e que eu devolva em dobro todo amor que a vida me proporcionar. Que eu seja mais sincero e responsável nas minhas relações amorosas. Que se deus me permitir ser pai, que eu seja um que sempre sonhei... e a hora não é agora... não estou pronto... não estou pronto e não tenho companheira no momento... também não estou pronto para ter uma companheira. Que deus me guie um dia para estar. Que ele reserve tudo de melhor para minha vida, e que eu possa devolver a vida coisas melhores... DAQUI PARA FRENTE... QUEM SOU EU NA MINHA PRÓPRIA HISTÓRIA DE VIDA?  Não sei se são egos inflamados, desinteresse na minha pessoa... mas não existe o amor idealizado! Então que ele, nosso bom deus, me dê os amores possíveis e que eu aproveite cada boa chance que deus me mandar... 


AME TODOS QUE TE AMAM...  
















































*(claro que tirei Foto com Mainha, Pablo, Tonton, Leleco, Kika e Mel, mas para ver terá que visitar a casa de mainha, em Olinda-PE).

  


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Estou chorando agora...

08_08_2017

 Eu (de amarelo né?), Kika, Mel, Mainha Linda, e Arthur Allef  (Meu sobrinho, filho do meu irmão mais velho Haroldo)



                Eu as vezes não aprendo. Preciso calar-me. Ouvir as críticas e aceitar... mesmo as que não concordo. Mas, é muito difícil. Estamos vivendo uma polarização tão profunda na política; além de discursos generalizantes e que constroem rótulos sobre tudo e todos... eu sou homem, branco, olho azul. Eu já sei disso. Discorro sobre mulheres cineastas negras (a ausência delas...) e já sei que vou sofrer críticas. Eu pontuo no meu texto todos os pontos; não somente ser homem branco; mas, sobretudo, que sou consciente em relação aos meus privilégios sociais e as desigualdades, que são também de cor da pele.  Entretanto, se discorro sobre o tema, é porque isso me incomoda, e não porque quero tomar o espaço de ninguém. Acredito que homens devem sim pesquisar sobre mulheres, inclusive porque fomos culturalmente muito mal-educados. E acho sim que pessoas brancas devem pesquisar sobre negras e negros (ou pretas e pretos?), para que se percebam nesse lugar de privilégio, para que contribuam com mudanças estruturais que começam também pela ciência... e eu, como cientista da humanidade e artista, mesmo nesse lugar de privilégio, estou na luta por melhorias sociais. Não sou rico. Nunca fui. Não tenho família de artistas. Tampouco alguém que me financie. Sempre fiz tudo com muito esforço e dedicação, e, em muitos momentos, minha capacidade foi colocada em questão pela minha cor (não, não estou falando de racismo reverso, isso não existe, não estou falando que sofro nada disso). De qualquer forma, já insinuaram diversas vezes que só tenho tudo que tenho porque tenho grana e privilégios. Não é bem assim meu povo.  Vocês gostariam então que eu me matasse? Essa é uma pergunta que tenho tentado me fazer sempre que surge isso... sempre que duvidam da minha “real sensibilidade” com as mulheres negras no mundo da arte... eu então deveria ocupar qual espaço na sociedade? Ser patrão e opressor? Porque... sensibilizando-me, com quem sofre muito mais do que eu (acreditem, sofro coisas que ninguém pode imaginar... por ser nordestino vivendo no RJ... por gostar de usar cabelos coloridos e roupas estranhas... grande merda isso né? Mas sim... brancos dos olhos azuis também choram... sabiam?); Bem, na maioria das vezes as pessoas conseguem ver a bondade em mim e no meu trabalho, mas eu preciso me acostumar com quem não vê e saber entender e calar-me diante de conflitos. Hoje consegui. Mentira. Só consegui parar a conversa e bloquear a pessoa (depois de muito pedir para encerrar o assunto e convidando para meu curso sobre o tema; não posso ficar tentando me explicar para cada pessoa na internet que vem questionar meu trabalho... até queria...). Não quero confusão, muito menos pela internet com quem não me conhece e só viu algo sobre meu trabalho escrito na internet. Não. Eu NÃO SOU o homem (ou macho?) branco opressor escroto. Minha mãe lutou muito pelas coisas e ainda luta, junto comigo, que hoje posso ajudar ela com as despesas da casa dela (não temos carro, nem viagens para Europa, muito menos trocamos de móveis todos os anos... também não compramos roupas novas o tempo todo... eu mesmo nem roupa compro... só uso as que os amigos me doam) ... sim, é isso... eu queria muito muito muito conversar com as pessoas; dizer que essa rotulação está afastando as pessoas e não constrói uma sociedade melhor. Outra coisa; todos os médicos que tratam de obesidade são obesos? Todo dentista tem o dente podre ou já teve? Todo psiquiatra tem doenças ou transtornos mentais? Temos que parar com isso, sério. Homem pode falar de mulher. Mulher pode falar de homem. Preto pode falar de branco. Branco pode falar de preto. Portanto que seja respeitoso, com amor, com carinho, com boas intenções... podemos tudo...  não podemos é ficar brigando entre si o tempo todo; falando isso e aquilo sem conhecer direito as pessoas... temos que colocar mais amor no coração... eu tenho tentando fazer isso no meu... e tenho conseguido... as pessoas que magoei um dia, peço desculpas e algumas já consegui o perdão... não sou perfeito, nem quero ser, mas tenho tentado ser alguém melhor. E você?

*Olha o que eu tinha escrito uma semana atrás... 

De tanto ir e vir, não sei se sou daí ou daqui. 01_08_2017

Várias viagens. Lugares. Pessoas. Histórias. Amores. Desamores. De lá. De cá. Correndo para lá e para cá. Mochilas, malas, casas, endereços, projetos, sonhos, tentativas, desejos, ilusões e desilusões. Complicado. A vida não me reservou tranquilidade ou eu não tive tranquilidade com a vida? Hoje vejo que está tudo tão legal, divertido, calmo. Eu e eu. Eu comigo. Eu com meus trabalhos. Eu e eu? Sempre eu... eu .... eu... mas há um “nós” no que eu faço? Atualmente, muito. Meu trabalho, lecionar, falar e falar e falar... explicar e explicar... ler, reler, mostrar, dinamizar... ler, ler e ler. Escrever. Publicar. Falar e falar e falar... sim, eu tento mostrar coisas boas que penso para mim e para o mundo, mesmo que  eu não seja a melhor pessoa para isso. Eu só quero estar tranquilo, dormir bem, ter comida e água. Um lugar para dormir, alguém para conversar. Confiar no mundo. Eu só preciso disso. Não quero mais nada do que tenho, só segurança. Estar bem, ser tratado bem e tratar o outro melhor ainda. Só queria sorrir todos os dias. Dizer que amo a vida e que tudo é legal. Sim, é o que quero. Mas, nem sempre é possível. Eu fico triste, até me sinto errado em alguns momentos. Mas eu só queria ser feliz. Como conseguir isso sem magoar ninguém? Será que consigo passar em branco na vida e no mundo? Zerado. Sem fazer mal a ninguém. Só quero isso... e se possível fazer o bem... que lembrem de coisas boas e não ruins que fiz. Preciso mudar mais? Com certeza. Mas devo estar no caminho, ao menos eu estou em paz....

Só quero paz... eu juro...

Ps: Tio Arthur, peladinha na praia hoje foi show... foi massa te ver porra... 


Bjocas


Lucas Leal





sexta-feira, 21 de julho de 2017

Movido por pensamentos do passado... 21/07/2017


 Eu, como Gonzalez, julho de 2017, durante apresentação para minhas turmas no Infes-Uff.


            Eu fiz o curso de teoria do teatro, na Unirio, e sempre que volto lá, reencontro pessoas, revisito lugares, muitas coisas do passado também retornam. “Em determinada curva, eu me perdi...” é assim que vejo um pouco “minha carreira artística”.  As vezes um vazio no peito, e uma vontade de gritar. Outras, simplesmente fico estagnado, pensado em tudo que passei para ficar no RJ, das tantas tentativas e projetos idealizados... e “no fim” (que ainda está em curso) eu consigo ver crescimentos de toda ordem. Em mim, como pessoa, certamente, depois de muito imaginar que as pessoas gostariam da minha autenticidade, percebi que eu queria mais do que podia... o respeito, a admiração, o carinho, a devida importância que todo ser humano merece... e eu queria isso o tempo todo, de todos... “e no fim”, pego-me pensando: “quem são esses todos?”  E a resposta que me vem é: “Não há ninguém”... E me pego refletindo sobre quem eu queria ser... quem eu sou, e quem agora eu pretendo continuar sendo... e sinto um pouco de paz, com 31 anos, em relação a tudo que passei na minha juventude, de inquietude, de sonhos, de impulsividade... a falta de calma, que tive nos “meus 20 e poucos anos”, me deu impulso para conseguir colher alguns frutos muito cedo. Lecionar em Universidades, orientar trabalhos de conclusão de graduandos, participar de bancas... mas, o que mais me proporcionou, foi saber armar e desarmar as malas, e claro, estar pronto para dormir “aqui e ali”, “do jeito que der”... e quando não dava, ficava acordado, esperando o dia nascer... foram muitos atropelos, e andanças... e “o que me resta”, são palavras carregadas com pedidos de “desculpas” e outras com pedidos de “agradecimentos”... é como enxergo minha passagem pelo RJ como um todo... se não perdi as contas, estou no endereço 22... também penso que poderia ter “tido mais calma”, mas hoje, eu digo isso para mim o tempo todo... “amanhã pode ser um dia diferente, respire fundo... e entregue a deus”. Mas bem, poucas coisas hoje me atraem mais do que escrever e pensar atividades docentes, claro, com muita arte... e me alegra cada momento que leio as atividades dos alunos. Também refleti muitas atitudes, e ainda assim é preciso refletir mais. Vira e mexe fazer um exercício saudável de autoavaliar a existência. Isso diz muito do que penso para arte e educação hoje. Claro, tenho críticas aos meus trabalhos, muitos pontos que eu gostaria de melhorar, e um deles, é conseguir me comunicar melhor com quem me conhece, para que a pessoa consiga diferenciar o Lucas artista, do Lucas professor, do Lucas pessoa comum, com defeitos e qualidades. Mas, o ato reflexivo, de rever meus trabalhos, atitudes, e qualquer coisa que faço; me fez também explorar isso como método avaliativo. Já faz muitos anos que busco isso, e tenho me sentido feliz com os frutos de cada “autoavaliação”. Esses dias conversei com alguém que me conhecia quando lecionava na Uerj (2013/2014), e ela perguntou: você ainda deixa os alunos se darem nota? Eu respondi e perguntei: Claro que sim, por que? Ela: TODOS OS PROFESSORES DEVERIAM SER ASSIM, E EU NÃO TERIA PERDIDO 7 MATÉRIAS. Falei que “não sei”, será que ela só reprovou por causa da nota ou do seu processo? Bem, em determinado momento ela disse que passaria, pois, em uma, ficou faltando 0,5 (isso mesmo, meio ponto, e a cidadã perdeu uma matéria na faculdade...) . Mas bem, a autoavaliação também é um processo complexo. Vejo uns se dando acima do que produziram, e outros abaixo... percebo que alguns acabam por “relaxar” com meus cursos... com as leituras propostas... e me pego em sala, falando e falando e falando... mas sempre tem alguém que lê, que participa, que questiona, que dialoga... e eu fico nessa corda bamba... “será que sou bonzinho demais?” “Será que eu não deveria vigiar e punir?” “Será que esse método é meu medo de confrontar-me com os jovens?” (...) “Ah, mas eu dou os textos, falo dos textos, faço minha parte e espero a autonomia deles...” (...) e vou seguindo, propondo atividades; mostrando outras; refletindo sempre... não sei se sou tão “bonzinho” assim, pois, por vezes, exijo corpo presente e participativo dos alunos, que nem sempre estão esperando isso de uma simples aula; nem sei se “sou tão fácil de aprovar”, até porque, quem não entrega sua autoavaliação, fica sem nota e reprova; ou seja; algo “obrigatório”. Penso, na maioria das vezes, que vou dar meu melhor e que cada aluno deve dar seu melhor. E muitos dão. Os que não dão, ou não conseguem, estão em seus processos particulares... eu tenho meu processo particular... uma aula melhor que outra, uma semana mais animada, algumas nem tanto... uma disciplina mais livre, outra mais tradicional... mas todas, sem exceção, com responsabilidade, respeito, preparação, e amor... mesmo chegando no RJ (2009) já formado em História, acho que ninguém está pronto e acabado... meu processo no RJ foi longo... talvez um pouco mais do que eu mesmo imaginei, mas, por outro lado, mais positivo do que negativo (creio eu). Em dias como hoje, fico tentando puxar da memória um monte de coisas que aconteceram nesses anos de RJ e que eu não queria ter passado... coisas que fiz ou falei... em momentos de conflitos internos, de incertezas externas... e me pego pensando: “o ser professor que me fez buscar mudanças positivas”. Para terminar esse texto, onde me pego repetitivo nos pensamentos, e escrevo de forma corrida e até confusa, é preciso enxergar tudo com “novos olhos”. Sempre que for preciso, eu vou me desculpar por interpretações que discordo sobre quem sou ou deixo de ser... e peço, quem tiver paciência, em tentar diferenciar os momentos... hoje vivo certa paz interna, sabendo que tentei meu melhor, e que em alguns momentos eu não consegui me comunicar como gostaria... e agradeço a formação católica, que me faz procurar a bíblia sempre.. . e vejo a vida como esse processo... onde estou tentando ser alguém melhor comigo para ser alguém melhor para o mundo... sabendo que nem tudo é como eu quero, e que algumas coisas  vão sair do controle... vivendo cada dia aguardando melhores frutos... uns já recolho pelo caminho... e agradeço a Deus, pelas forças que me dá sempre.


*ps: Só para constar, eu não era um doidão que foi salvo por um Exército de Cristo (fiquei sabendo dessa história ontem hauhauhau)... kkk parece piada me ver falando de Deus? Por conta de fotos e vídeos do meu trabalho ? Sim, eles falam da loucura, do “não ser”, enquanto “ser”, e neles sei que “não sou um doidão”, mas se é isso que “parece...” (...)  muita gente estranha me ver falando de deus. Acha que fiz um monte de coisas (*que não fiz) e que agora a “religião me salvou”. O que é ser doidão? Meus vídeos? Minhas fotos? Meu jeito de ser? Há em mim muito amor e carinho... se for possível, um dia, de perto, você poderá conhecer... é esse Lucas que tento ser hoje em sala e como artista... ajudar sempre e no que der...

**Esteja bem com você e agradeça sempre a deus. Talvez eu faça parte desse Exército de Cristo, mas fui posto nele desde a infância. :)

abraços

Lucas Leal




*há muitos vídeos sobre essa intervenção... vou postar em breve...

domingo, 25 de junho de 2017

Uma carta do discente Lucas Leal para o docente Lucas Leal!!! Hoje conversei 47 minutos por telefone com meu Pai!!!!


Low em cena, na apresentação no Hospital Ulysses Pernambucano (HUP) conhecido popularmente como Tamarineira


link do evento: https://web.facebook.com/events/255121234838628/

25/06/2017

Caro professor Lucas Leal,

                Não se torne o que não queria encontrar. Ainda é cedo para ser o professor que você gostaria de ter. Se a aluna ou o aluno não conseguir alcançar sua expectativa, tente alcançar a expectativa deles. Era isso que você cobrava quando era eu. Ou só era um discurso vazio? È tão difícil aceitar que eles vão pensar diferente de você? Que algumas teorias não dão conta da realidade? Que sua experiência de vida é condicionada a sua existência particular, mas numa complexa sociedade que te conduz também a ser algo que você também não quer ser? Como encarar que não conseguimos ser aquilo que queremos professor? A sua função talvez seria me dizer que vai dar tudo certo, que o mundo vai melhorar, e que as pessoas morrem de fome por conta das desigualdades... sua função é me mostrar a realidade e dizer que ela está errada mesmo você sendo parte dela. Parte fundamental na estrutura de opressão. Toda relação docente/discente pressupõe uma hierarquia. Sua avaliação com autonota também é condicionada a uma expectativa do que eu crio pelo que você posiciona em sala. Não me venha com essa de autonomia na busca pelo conhecimento, sabendo da existência de extremas distinções na forma como me interesso ou não pelo que foi colocado em sala de aula como “fundamental” pelo “senhor”. Não use seu mestrado para dizer que sabe mais do que eu. Isso você sempre discordou, e por vezes, não sei se realmente não valoriza esses títulos, até porque, não teria feito duas graduações, duas pós, e não estaria no doutorado caso não considerasse pertinente (ou nem falaria em sala disso tudo). Essa de que “foi melhor para sua vida por motivos claros, como melhores salários” demonstra que o senhor faz parte do capitalismo; da divisão social do trabalho; e como homem; branco; com origem na classe média, seus padrões de existência, pelo máximo que você coloque que montou sua casa com coisas doadas e achadas na rua, são do mundo do capital; nunca te faltou nada. Morar escondido na universidade foi uma escolha. Você sempre soube disso. Não tente se vitimizar perante sua confortável existência; sua revolta era apenas um conflito de ego; sua necessidade de ser aceito; e que, de certa forma; te levou a buscar novas possibilidades para alcançar este objetivo, inclusive como professor Universitário. Mas eu quero te agradecer, por perceber a cada fala sua, que precisa sempre repensar, sobretudo o lugar de privilégio; junto com a necessidade individual de se reconhecer nessa sociedade do capital. Você sabe que é parte dela, embora não ligue muito para algumas coisas, não sabe como romper com esse sistema. Urbano. Hierárquico. Exaustivo. Conflituoso. Os conflitos e tensões de toda ordem, são hoje aquilo que te perseguem, e mesmo buscando correr, estás envolto em contradições; particulares; sociais; coletivas; culturais; tanto no espectro objetivo da existência em sociedade, como em aspectos subjetivos dos desejos e sonhos, de um jovem professor, tal como eu, que vos escrevo como seu discente, na posição daquele que não sabe para onde está indo; mas acredita que está no caminho... ser um constante aluno professor... tente isso. E leve seu discurso para prática. Mais calma. Mais calma. Descanse um pouco sempre que preciso for. Fique bem tranquilo, não é fácil e nunca será. Não se canse de se reinventar. Você mesmo me contou, que Paulo Freire falava, “somos seres inconclusos”. Não se sinta completo. Há em você uma falta, que compreende a impossibilidade de deter todas as respostas, até porquê, quem somos nós para dar respostas? Somos apenas mais um nesse movimento de ir e vir, ou de devir, do aposteriori e do apriori, das epistemologias, das metodologias, teorias, práticas, da dominação masculina, do racismo epistêmico, da feminilização da pobreza, da extrema desigualdade, das políticas públicas distorcidas da realidade, da criminalização do pobre, do preto, do favelado, da juventude que se entorpece, da falida guerra as drogas, do tráfico de seres humanos; do genocídio dos animais; da imposição cultural; da globalização e universalização do Europeu; da corrupção no futebol; nas relações familiares e políticas; na bestialização da mídia; da alienação cibernética... PROFESSOR LUCAS, COMO POSSO SONHAR EM SER FELIZ NESSE MUNDO QUE O SENHOR ME APRESENTA? COMO O SENHOR DIZ QUE ESTÁ FELIZ ME FALANDO TANTAS COISAS ASSIM?

Obs: Hoje conversei com meu pai por telefone durante 47 minutos (em tempos de Whatsapp e facebook hehehe), depois de 4 anos, e é bom dizer para as Jovens e os jovens, sempre falem com seus pais... e sempre acreditem em vocês também!!! Há de encontramos no diálogo geracional, dispositivos de conciliações entre ideias, expectativas e experiências, sempre na perspectiva do individual e do coletivo, mesmo na contradição de condicionamentos e desejos, há de termos diálogos que gerem encontros e não desencontros... o mundo já nos mostra isso e queremos combater, né verdade?!!!   
beijocas

Lucas Leal (eterno aluno do senhor)


Link para ver algumas cenas online do Cine-teatro 4 ladeiras e 70 degraus:

https://www.youtube.com/watch?v=4kHdfzDehmI&list=UUFXqWyV9_xYA5ES9HQf6rXw


Fanpage:

https://www.facebook.com/4ladeirase70degraus/?fref=ts





















sexta-feira, 16 de junho de 2017

Qual a sensação da vida?



Qual a sensação da vida?

Meu Pixo completando o cabelo de uma sereia, Unirio, junho de 2017. 



Qual a sensação da vida?

            Eu fiquei MUITO TEMPO ME PERGUNTANDO O QUE PODERIA FAZER, para ser de fato quem eu queria ser. Mas fui deixando a vida seguir o tempo e correndo atrás de ideais que nem sei explicar. Criei uma festa, um baile a fantasia, porque não conseguia curtir festas. E ainda não curto. E o Baile a Fantasia do Chapeleiro Maluco, passou a ser eu, ou quem as pessoas achavam que eu era, ou até eu, comecei a achar que era aquilo que era eu. Foram 7 bailes. Depois ainda fiz No mundo  Mágico de OZ. Se eu disser que me arrependi, estaria mentindo. Mas se me perguntarem como eu fiz, responderia: NÃO SEI.
            Mas, NESSA POSTAGEM, TAMBÉM não quero ficar reinventando a roda. Quem me conhece ou acompanha o blog, sabe sobre meu trabalho com o Baile citado.  Mas bem... o tempo foi passando... porra, eu sei que não estou velho, mas tenho tido outros interesses, inclusive adoraria ter uma última edição do Chapeleiro Maluco. Acredito que farei. Mas nesse instante. Reflito também sobre tantas outras coisas para fazer os eventos. As pessoas. As relações. As histórias... e fico pensando... será que eu não poderia ter feito tantas outras coisas, inclusive em artes? Será que eu não poderia ter tido mais calma? Será que eu não deveria ter feito ou dito muitas coisas? Ou até feito? Assim, eu me arrependo do que fiz e falei? NÃO SEI...
            Esse ano tenho conseguido fazer muitas coisas legais, e tenho muito que agradecer a deus, e quem sabe, pedir novamente desculpas para quem um dia se sentiu ofendido com meu trabalho ou forma de agir. A vida passa... a sensação de ter feito muita coisa e atropelado outras vem, mas, no fundo, eu sinto que sou uma pessoa muito boa e estou disponível para qualquer tipo de conversa amistosa sobre qualquer assunto. Isso faz de mim alguém tranquilo. E aprendi, ao longo da estrada da vida, a não dar conselhos... mas falo das minhas experiências (ou não) e sigo muito feliz hoje em dia, fazendo muitos amigos e me divertindo muito com todas e todos meus alunos na UFF. A vida tem me dado uma chance, e eu nem me questiono se vou aproveitar. ISSO EU SEI QUE VOU!!!

*Abaixo meu jornalzinho alternativo “Antes que o Sol Desponte” (Ed. Maio 2017) . São sempre 40 exemplares em papel reciclado, depois coloco no blog. Ainda tenho 1, agora é relíquia. Mas, posso fazer uma carta para você, só falar comigo.




























**Lembrando que a exposição/exibição/distribuição do Jornalzinho sempre ocorre em algum evento onde estou com meu cine-teatro 4 Ladeiras e 70 Degraus. Esta edição foi para a primeira edição do Bazar Atelier que ocorreu no Templo Glauber, Botafogo-RJ.

***Bem, do ponto de vista da criação cênica muita coisa avançou, e das edições online também. Mas, acredito que como apresentação teatral, a recepção foi menor do que a versão da Prática de Montagem III, inclusive porque inseri 15 minutos de eletrônico antes das músicas do Barba Ruiva (como podem ver na sequência clicando no link final da postagem abaixo). Eu gosto muito da versão que apresentei, mas entendo se o público não conseguir esperar "entender" (porque a cena teatral demora muito para chegar...tipo 30min... a versão seria para 50min.. em festival de performances como pretendo mandar acho que vai ser bem recebido). 


Ver divulgação do Evento:




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Publicado por Lucas Leal · 12 de maio · 
Gonzalez El Payaso já saiu de Montevideo e vai chegar 16:20, falando a história da banda que não existe SaulomBRA Sound System ... A partir de uma pesquisa não autobiográfica diretamente do Baile à Fantasia Chapeleiro Maluco, no país das maravilhas cla-UNIRIO - nosso amigo Uruguaio pegou carona com Low, interpretado pelo ator Lucas Leal - Artista e seguindo por tijolos amarelos, conheceram O Mundo Mágico de Oz com Kdu dos Anjos à procura de um Chapeu Roxo, achou um preto, perdeu ele, achou um marrom, perdeu ele... !!! A saga não parou por ai, e contando com uma direção coletiva, colaborativa, com imagens de: SP-SC-PR-RS-Uruguai-Argentina-Paraguai-Londrina-Pernambuco-Brasília-Bahia- ES-MG-MT-SE-Bolívia-Peru-Ecuador-Colômbia-Venezuela-BoaVista-Olinda-Recife-Rio de Janeiro... São João Del Rey... praças, ruas, ônibus, estradas, caronas, chapéus, tudo que ainda pode ou não ser divulgado na nossa Rádio Novela W W W Chapeleiro Maluco no Mundo Mágico de OZ estação 222.2 ! Uma produção da Koru Produtora cultural com direção geral de Lucas Leal Performan - Artista/Professor/ator/diretor ! Trata-se ainda de um happening/performance/circo/teatro/cinema ao vivo e online. Com fragmentos que podem ou não ser verdade, mas se trata de uma proposta cênico-performativa com base no teatro invisível-teatro do absurdo, materializada em formato de pesquisa acadêmica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (defendida 17/12/2015). Há controvérsias sobre a existência de qualquer persona, pessoa, personagem, palhaços expostos num filme escrito em 2004, filmado entre 2010-2016 com previsão de ser lançado fevereiro de 2019. Não há qualquer documento, ou autorização do uso de imagem e/ou áudio de qualquer envolvido. Trata-se ainda de um livro a ser lançado com dois títulos "Tentando ser artista em um espaço onde só estudamos outros artistas" ou ainda "Arte e crime" com intuito de NÃO SER LIDO.

*Adverte-se que a apresentação em formato de Cine-teatro tem duração entre 50min e 1h10 (à depender dos etílicos consumidos pelo público). Sim, indica-se uso de substâncias que permitam um estado de NÃO SER. Inclusive convida-se estarmos fantasiados... eu, que vos escrevo, ainda sou outros tantos personagens, 143, um deles Alice Maravilha e outros que talvez vocês ainda descubram que existem... quem sabe ao vivo? quem sabe online? Quem sabe entre um papo sobre Brócolis & Pasta de Amendoim: contos veganos ?

**Para qualquer dúvida que não se trata de uma pegadinha online, basta acessar nossa fanpage 4 Ladeiras e 70 Degraus lembrando que também elaboramos Livros em cartas viajamos com um Cine Circo Rua Fusca69 e damos palestras online através do projeto Formação Online para educadores do Século XXI e buscamos através dos contos de fadas, discutir arte e política, como por exemplo, os projetos Mulheres: Tem alguém mais livre do que eu? e a Série: A-MEM _ Contra o Domínio do ReiThor !!! Por fim, convido-os a investigar nossas imagens e rir de mim, que passei os últimos 13 anos tentando finalizar este filme que era para ser ao vivo, acabou se tornando ao vivo e online, e agora pode ser que vá para todas as telas de cinemas de rua, praças, casas de amigos e a minha própria, em Niterói ou onde vocês me chamarem. Que tal?

***quase esquecemos do nosso eterno Dj Eric Saeger e do Frederico Mágico de Manjericão ; Steven Gonzalez; Brown Positive Vibration entre centenas de artistas e parceiros que colaboraram com essa grande loucura...

***Eu falei, que um dia o filme sem fim acabaria...

bjocas

Lucas Leal (filho de Graças Leal) - 9 letras, pisciano, que escreve para o blog:

Link para ver cenas do filme online: